Região Norte promove formação de Auscultação Preliminar

06/12/2017 às 17h14

Com o objetivo de formar equipes de Auscultação Preliminar que poderão colaborar no processo de declaração de nulidade matrimonial, a Região Mariana Norte realizou no último sábado (02) a primeira formação no Centro Pastoral, em Mariana. O encontro contou com a participação de 34 pessoas, entre membros da Pastoral Familiar e diáconos permanentes.

A palestra foi ministrada pelo Vigário Judicial Adjunto no Tribunal Eclesiástico Arquidiocesano, padre Anderson Eduardo de Paiva, que apresentou aos participantes os 12 impedimentos dirimentes do matrimônio (cân 1083-1094) e os 10 vícios do consentimento (cân 1095-1102), que são os motivos fundamentais pelos quais um matrimônio pode ser declarado nulo. “É nos vícios de consentimento que começa o trabalho da Auscultação. Os 10 impedimentos dirimentes estão ligados mais ao pároco, ou ao diácono, no momento da entrevista matrimonial”, explicou o padre.

Para o início do estudo de processo de nulidade, atualmente os casais recebem um formulário e encaminham os documentos diretamente ao Tribunal Eclesiástico. Com a equipe de Auscultação, a proposta é que haja uma intermediação. “A Equipe de Auscultação tem a missão de ver se há a possibilidade, mesmo remota, de uma reaproximação do casal. Ter condições de ajudar outros que talvez estejam passando por momentos difíceis no matrimônio, o que é diferente de motivo para separação”, expõe.

Outras funções das futuras equipes incluem o acolhimento das partes interessadas, conhecimento da condição de cada uma delas e oferecimento de oportunidade de discernimento pastoral. Padre Anderson ressalta que a escuta é essencial no processo, além da imparcialidade, disponibilidade e discrição.

Segundo o Vigário Episcopal da Região Norte, padre José Carlos dos Santos, a intenção é continuar as formações durante o próximo ano, com debates e estudos de caso. “A gente tem na nossa Arquidiocese essas situações que geram, vocês sabem melhor que eu, sofrimento e angústia nas pessoas. Há os que estão em casamentos que acreditam ser situações de nulidade e, às vezes, não recebem uma resposta. É importante que a Igreja faça o que for possível para atender à essa situação. Por esse motivo, acreditamos na Pastoral da Família. Vocês, como família, têm abraçado e dado essa atenção pastoral às famílias. Coloco esse apelo para que a gente faça o possível para ajudar nesse trabalho pastoral muito bonito. Temos condição de fazer um trabalho de excelência, vamos fazer o possível para ter uma equipe bem formada”, diss , e encorajando os participantes.

Para a participante membro da Pastoral Familiar da Paróquia São João Batista, de Barão de Cocais, Alessandra Freitas, a formação despertou a curiosidade no assunto. “Em Barão de Cocais, alguns casais já vêm conversar com a gente, então temos um pouco de experiência nesse processo de escuta. Agora, lidar com o processo de nulidade é um desafio, mas nada que um pouquinho de boa vontade não resolva”, disse, animada, com os próximos encontros.


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