Comunicação para a verdade e a paz

17/05/2018 às 12h07

Pe. Geraldo Martins

Coordenador Arquidiocesano de Pastoral

 

Celebrado pela primeira vez no dia 7 de maio de 1967, o Dia Mundial das Comunicações nasce por determinação do Concílio Vaticano II com o objetivo de fortalecer o apostolado da Igreja em relação aos meios de comunicação, além de orientar os católicos a rezar e colaborar com a sustentação dos meios de comunicação da Igreja. Comemorado na festa litúrgica da Ascensão do Senhor, esse dia torna-se oportunidade de reflexão sobre a comunicação como serviço à vida e à dignidade humana.

Fundamento da comunicação, a verdade é a base da mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações deste ano. Sua motivação está na condenável prática das fake news, cada vez mais presentes nas relações interpessoais, sobretudo, no mundo virtual. As fake news, na expressão do papa, são “informações infundadas, baseadas em dados inexistentes ou distorcidos, que tendem a enganar e até manipular o destinatário. A sua divulgação pode visar objetivos prefixados, influenciar opções políticas e favorecer lucros econômicos”. Por isso, devemos ficar atentos ao que recebemos e ao que compartilhamos para não sermos propulsores do mal.

Identificar as falsas notícias é tarefa exigente. A capacidade criativa dos que as constroem e divulgam, confunde até mesmo os mais experientes. “O antídoto mais radical ao vírus da falsidade é deixar-se purificar pela verdade”, diz o papa para quem o discernimento da verdade exige “examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor”. 

Para vencer as falsas notícias, as pessoas precisam adotar novas posturas diante do poder e do alcance dos meios de comunicação. É dever de todos informar com base nos princípios da verdade e da ética, sobretudo, os que exercem a profissão de produzir e divulgar notícias. A esses, especialmente, alerta o papa: “Se a via de saída da difusão da desinformação é a responsabilidade, particularmente envolvido está quem, por profissão, é obrigado a ser responsável ao informar, ou seja, o jornalista, guardião das notícias. No mundo atual, ele não desempenha apenas uma profissão, mas uma verdadeira e própria missão”. 
Que a nossa comunicação seja sempre para a verdade e a paz!

Pe. Geraldo Martins

Coordenador Arquidiocesano de Pastoral


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