domingo

, 05 de abril de 2020

Artigo de Pe. Paulo Dionê
Nasceu aos 19 de março de 1958, em Abre Campo, MG, sendo seus pais Sebastião Quintão Filho e Ambrosina Mendes Quintão. Lá cursou o Ensino Fundamental, e seguiu para Seminário Menor de Mariana, onde fez o Ensino Médio. Em seguida, graduou em Filosofia e Teologia no Seminário São José da Arquidiocese de Mariana.
No dia 29 de junho de 1984, em sua terra natal, foi ordenado presbítero por Dom Oscar de Oliveira. Iniciou seu ministério como pároco em Ponte Nova, Amparo do Serra e Oratórios concomitantemente. Em 1986 foi nomeado pároco de Nossa Senhora da Piedade, em Barbacena, onde atuou como vigário episcopal e membro dos Conselhos de Pastoral e Presbiteral da Arquidiocese. Atualmente exerce seu ministério como pároco de “Santa Rita de Cássia”, em Viçosa, (MG).
Escritor e poeta, com duas de suas obras já publicadas, “Mensagens de Vida e Esperança”, Brasília, CNBB, 1994 e “Juntos no Caminho”, São Paulo, Edições Loyola, 1999.

Da Concepção Imaculada até a Páscoa

04 de março de 2020 Pe. Paulo Dionê

A Bíblia revela que para Deus o maior tesouro é a pessoa humana. Ninguém é descartável. Ao contrário, Deus gosta de confiar missão importante às pessoas idosas, dando-lhes igual valor e mesma importância que concede às crianças, jovens ou adultos. Foi o que aconteceu com Abraão, com Zacarias, com Isabel, com Simeão, com a profetiza Ana, dentre outros. Em um dos livros sapienciais lemos: “Elogiemos os homens ilustres, nossos antepassados, em sua ordem de sucessão. (…) Os povos proclamarão sua sabedoria, a assembleia anunciará os seus louvores.” (Eclo 44, 1.10-15). E ainda: “Filho, ampara teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto vive” (Eclo 3,12). Rute se recusa a abandonar sua sogra Noemi, (Rt 2,23). A lei mosaica reserva uma tarefa ímpar para os idosos através do Conselho dos Anciãos. A sabedoria da experiência que adquiriram ao longo dos anos os torna idôneos na resolução de pequenas questões, até passarem a ter um papel decisivo na história do povo (Ex 18). A Liturgia das Horas segue o diapasão divino: “Ana, fecunda raiz, que de Jessé germinou, produz o ramo florido do qual o Cristo brotou. Mãe da Mãe santa de Cristo, e tu, Joaquim, santo pai, pelas grandezas da Filha, nosso pedido escutai”. Este é o ninho sagrado, os Pais de Nossa Senhora, onde desponta a Imaculada Conceição. Adite-se que esta verdade de nossa fé foi proclamada Dogma por Pio IX, em 1854.

Desde sua concepção imaculada, Maria construiu uma História junto ao Seu Filho Jesus abrangendo o presépio, a cruz, culminando com a Sua inserção no Mistério Pascal.

Em sua Encíclica Redemptoris Mater, RM, São João Paulo II assevera: “A Mãe do Redentor tem um lugar bem preciso no plano da Salvação, porque, ao chegar à plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob a Lei e para que recebêssemos a adoção” (RM, nº 1). Sendo assim a Virgem Imaculada tem um papel singular no mistério de Cristo, sendo uma presença atuante na vida de Seu Filho. No Mistério Pascal de Jesus é possível ver a Mulher que acompanha, sofre com seu amado Filho e se regozija nas alegrias da experiência do Ressuscitado junto à primeira Comunidade Cristã: “… assíduos ao ensinamento dos Apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações” (At 2, 42).

Maria, ouvinte e testemunha da Palavra de Deus, nos leva ao encontro com Jesus na Mesa do Pão Partilhado: “Maria viveu a dimensão sacrifical da Eucaristia, desde a profecia de Simeão (Lc 2,34s). Ela nos ensina a colocar em prática o Evangelho: ‘Fazei isto em memória de Mim’ (Lc 22,19). No ‘memorial’ do Calvário, está presente tudo o que Cristo realizou na sua paixão e morte. Por isso, em nossa fé não pode faltar o que Cristo fez para com sua Mãe em nosso favor. (…) ‘Eis tua Mãe’ (Jo 19,26s). Maria está presente, com a Igreja e como Mãe da Igreja, em cada uma das celebrações eucarísticas”. (Ecclesia de Eucharistia, 55ss). Em cada Missa Maria aceita ser nossa Mãe. Somos chamados a aceitá-la também!

Padre Paulo Dionê Quintão 

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