terça-feira

, 18 de junho de 2024

Reflexão do Dia

Liturgia Diária

8ª SEMANA DO TEMPO COMUM • 29/05 – Ano B

1ª Leitura

1 Pedro 1,18-25
Leitura da primeira carta de São Pedro – Caríssimos, 18sabeis que fostes resgatados da vida fútil herdada de vossos pais, não por meio de coisas perecíveis, como a prata ou o ouro, 19mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha nem defeito. 20Antes da criação do mundo, ele foi destinado para isso, e neste final dos tempos ele apareceu por amor de vós. 21Por ele é que alcançastes a fé em Deus. Deus o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, e assim a vossa fé e esperança estão em Deus. 22Pela obediência à verdade, purificastes as vossas almas para praticar um amor fraterno sem fingimento. Amai-vos, pois, uns aos outros de coração e com ardor. 23Nascestes de novo, não de uma semente corruptível, mas incorruptível, mediante a Palavra de Deus, viva e permanente. 24Com efeito, “toda carne é como erva, e toda a sua glória como a flor da erva; secou-se a erva, cai a sua flor. 25Mas a Palavra do Senhor permanece para sempre”. Ora, essa Palavra é a que vos foi anunciada no Evangelho. – Palavra do Senhor.

Salmo

Salmo 147
Glorifica o Senhor, Jerusalém!

1. Glorifica o Senhor, Jerusalém! / Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! / Pois reforçou com segurança as tuas portas / e os teus filhos em teu seio abençoou. – R.

2. A paz em teus limites garantiu / e te dá como alimento a flor do trigo. / Ele envia suas ordens para a terra, / e a palavra que ele diz corre veloz. – R.

3. Anuncia a Jacó sua palavra, / seus preceitos, suas leis a Israel. / Nenhum povo recebeu tanto carinho, / a nenhum outro revelou os seus preceitos. – R.

Evangelho

Marcos 10,32-45
Aleluia, aleluia, aleluia.

Veio o Filho do Homem, a fim de servir / e dar sua vida em resgate por muitos (Mc 10,45). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 32os discípulos estavam a caminho, subindo para Jerusalém. Jesus ia na frente. Os discípulos estavam espantados e aqueles que iam atrás estavam com medo. Jesus chamou de novo os Doze à parte e começou a dizer-lhes o que estava para acontecer com ele: 33“Eis que estamos subindo para Jerusalém e o Filho do Homem vai ser entregue aos sumos sacerdotes e aos doutores da Lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos pagãos. 34Vão zombar dele, cuspir nele, vão torturá-lo e matá-lo. E depois de três dias, ele ressuscitará”. 35Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram a Jesus e lhe disseram: “Mestre, queremos que faças por nós o que vamos pedir”. 36Ele perguntou: “O que quereis que eu vos faça?” 37Eles responderam: “Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda quando estiveres na tua glória!” 38Jesus então lhes disse: “Vós não sabeis o que pedis. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber? Podeis ser batizados com o batismo com que vou ser batizado?” 39Eles responderam: “Podemos”. E ele lhes disse: “Vós bebereis o cálice que eu devo beber e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado. 40Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado”. 41Quando os outros dez discípulos ouviram isso, indignaram-se com Tiago e João. 42Jesus os chamou e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. 43Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande seja vosso servo; 44e quem quiser ser o primeiro seja o escravo de todos. 45Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”. – Palavra da salvação.
Reflexão:

 

Aos apóstolos e demais seguidores Jesus apresenta um panorama detalhado englobando sua paixão, morte e ressurreição. Insensíveis à grave informação sobre o fim trágico do Mestre, os discípulos buscam poder e triunfo (sentar-se à direita e à esquerda). Imaginam que Jesus ocupará o trono de Israel e querem ocupar os lugares mais importantes. Aos dois apóstolos, ansiosos pelo poder terreno, Jesus lhes propõe uma morte semelhante à sua (beber o cálice). Sua realeza será proclamada na cruz. A ambição dos dois desencadeia a indignação dos outros dez. Em vez de buscar o domínio sobre os outros, como fazem os “governantes das nações”, os apóstolos são incentivados a assumir atitudes de servidores, pois, na comunidade de Jesus, quem “quiser ser o primeiro, seja o servo de todos”.