Para dar continuidade às necessidades pastorais, foi realizada a segunda reunião de 2025 do Conselho Arquidiocesano de Pastoral (CAP), dia 24 de maio, no Centro Arquidiocesano de Pastoral, em Mariana (MG).
O principal tema desenvolvido foi a próxima Assembleia Arquidiocesana de Pastoral a ser realizada nos dias 27 e 28 de setembro de 2025. Foram discutidos o método a ser utilizado, as temáticas que serão abordadas e quais lideranças poderiam ser convocados para participação.
Houve ainda uma sugestão para que se concentre a assembleia em apenas um dia, pois, acredita-se que poderá favorecer uma maior participação por parte do clero da Arquidiocese, uma vez que, seus compromissos nos finais de semana nas paróquias são intensos.
Além disso, sugeriu-se também a valorização da escuta sinodal, iniciar o caminho para o PAE ser efetivado e acolhido nas paróquias, como guia evangelizador, dinamizar as dimensões evangelizadoras, produzir material informativo para as paróquias sobre o encontro, aumentar a participação da Pascom no evento e que a Assembleia seja de nível formativo.

Para falar sobre a Segunda Sessão da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que teve o tema: Para uma Igreja Sinodal: Comunhão, Participação, Missão, realizada em outubro de 2024, Leci Nascimento apresentou o documento com a última contribuição da Arquidiocese de Mariana.
Ela trouxe a percepção da equipe de que muitas propostas da Arquidiocese estão contempladas nos cinco eixos do documento final do Sínodo, que são: chamados pelo Espírito Santo à conversão; a conversão das relações; a conversão dos processos, a conversão dos vínculos; formar um povo de discípulos missionários e a conclusão.
Contudo, esse documento será exposto na Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, em setembro de 2025, como sugestão a ser estudado e, também, as contribuições que vieram do processo de escuta.
Segundo Leci “‘a esperança não decepciona’, é o que mais temos ouvido ao longo deste ano jubilar. Constatamos que é verdade, por isso, agora a proposta de uma igreja Sinodal está em nossas mãos. Também como cristãos leigos(as) fazemos parte do Povo de Deus e o convite é para todos(as) caminharmos juntos, melhorando o nosso jeito de caminhar. Para isso é preciso rever os processos, a escuta feita amplamente em nossa Arquidiocese, o Documento final do Sínodo são alguns dos materiais para estudo e reflexão que nos ajudarão a fazer este caminho. Que o Deus da vida e da esperança nos ajude a levar vida, paz e justiça a todos e todas”, destacou Leci.
Baixe aqui o documento da Arquidiocese, em PDF, na íntegra.
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Documento do Sínodo dos Bispos

As sugestões sobre as Dimensões da Evangelização realizadas na reunião anterior do CAP, dia 15 de março, foram apresentadas pelo Padre Paulo Barbosa (Padre Paulinho), que elencou os pontos positivos e no que pode melhorar.
De acordo com a discussão dos grupos, a avaliação apontou que, em relação a todas as dimensões que estão sendo implementadas na Arquidiocese, a Dimensão Ecumênica precisa de mais atenção, por ainda não estar efetivada.
Também foram pontuados a dedicação dos agentes, a reorganização das dimensões, o caráter de sinodalidade, o repasse das decisões do CAP nas regiões e nas foranias e sua reorganização, investimento nas formações, dentre outros.
Como sugestão de melhorias, estão o investimento na comunicação, os esclarecimentos sobre em que dimensão se encaixam os diferentes serviços eclesiais, a aproximação entre dimensões e Pascom, a superação da polarização política e o fortalecimento dos conselhos.
Para o padre Paulinho as Dimensões da Evangelização são a manifestação o caráter de integração eclesial. Para ele, “elas fortalecem a unidade na caminhada pastoral da Arquidiocese. Acontecem na interdependência e não sobrevivem isoladamente. Na América Latina, as Conferências Episcopais responderam ao Concílio Vaticano II através das Dimensões da Evangelização. Não há como pensar a Igreja sem essa interpretação e prática pastoral. Mas também é importante destacar a dedicação dos agentes, leigos, religiosos e dos padres no trabalho diocesano”, ressaltou.

O Projeto Arquidiocesano de Evangelização (PAE) também foi tema de discussão, visto que o atual estará em vigor até 2026. Diante disso, houve propostas para que tenha continuidade como Igreja missionária de comunhão e participação e, apenas, atualizá-lo com as observações feitas nesta reunião.
O debate também trouxe sugestões de que é preciso fazê-lo chegar às comunidades mais longínquas da Arquidiocese, colocá-lo em consonância com o documento final do Sínodo, otimizar o trabalho missionário e difundir o projeto nas redes sociais.
Além disso, fomentar o Projeto nas reuniões do Conselho Paroquial de Pastoral (CPP) e trazer mais informações de como acolher bem as pessoas da própria paróquia e visitantes, foram colocados como sugestões para o novo PAE.
Os avisos pastorais de suas próximas atividades fecharam a reunião, por exemplo: a realização do VI Congresso da Pastoral Familiar Arquidiocese Mariana; o jubileu do Mundo da Comunicação e Encontro Arquidiocesano dos Comunicadores; a peregrinação e o Jubileu da Pastoral Afro-Brasileira; o encontro de CEB’s; a preparação para o 31º Grito dos Excluídos; os preparativos para o 9º Fórum Social pela Vida e a Assembleia Arquidiocesana de Pastoral.
