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Fiéis das paróquias da Região Norte peregrinam até à Catedral da Sé

14 de julho de 2025

Fiéis das paróquias da Região Pastoral Mariana Norte realizaram a peregrinação à Catedral da Sé, no dia 12 de julho, pela manhã. Em torno de 415 pessoas fizeram-se presentes com o objetivo de alcançar as graças do Ano Santo Jubilar.

A celebração iniciou-se no Santuário Nossa Senhora do Carmo por volta de 9h, com as orações próprias para este Ano Santo. Em seguida, o Vigário Episcopal da Região, Padre Darci Fernandes Leão, fez uma breve explicação sobre a peregrinação.

Segundo ele, “sabemos de onde viemos e sabemos para onde vamos”, explicando que Deus criou o ser humano e, este, voltará para Deus, que é a meta e sentido de toda peregrinação.

Entoando cânticos e rezando a ladainha de todos os Santos, os fiéis seguiram a Cruz do Jubileu em direção à Catedral da Sé, Igreja Mãe da Arquidiocese de Mariana.

À frente, a Cruz, símbolo de esperança eterna, foi levada pelo Padre Darci Fernandes, juntamente com o ícone do Jubileu da Esperança 2025. Já na porta da Catedral, a “geração dos que procuram o Senhor” rezou o Salmo 23/24 e foi convidada a adentrar no templo e contemplar a Cruz do Jubileu, fazendo a profissão de fé e rezando pelas intenções do Santo Padre, o Papa Leão XIV.

Simone Lima, da paróquia de Santa Efigênia, em Ouro Preto (MG), salienta que foi um momento de extrema emoção: “foi maravilhoso estar presente, poder louvar a Deus em unidade com a nossa região e, esse sentimento que eu levo comigo, do nosso jubileu, renove-se sempre, cada vez mais em todas as nossas paróquias. Foi um momento maravilhoso, esplendoroso!”, salientou.

A Santa Missa, presidida pelo Vigário Episcopal da Região, Padre Darci, e concelebrada pelos padres das paróquias da região, consolidou essa iniciativa da graça de Deus.

O Evangelho de São Lucas (4,14-22a), escolhido especificamente para a ocasião, fala da revelação de Jesus. “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor”, destaca a passagem.

Padre Darci ressalta sua felicidade em vivenciar este Jubileu, destaca a presença maciça dos sacerdotes e do povo de Deus, e explica a diferença entre peregrinar e mendigar.

“Peregrinar é diferente de mendigar, porque o peregrino é aquele que sabe de onde veio e para onde vai. Ele tem um objetivo, uma meta a alcançar. O mendigo é aquele que não tem um norte, ele não sabe de onde veio, talvez esteja perdido e nem sabe para onde vai. Mas, o peregrino não, ele parte com este objetivo. E, no caso do ano jubilar, o objetivo do peregrino é encontrar-se com Jesus Cristo”, explicou.

O sacerdote observa ainda que a união das paróquias da Região Pastoral Mariana Norte é a certeza de um sinal, o qual Deus entrou na história de cada um e continua atingindo a todos com a sua graça, com a sua bênção.

Dentro do contexto do Ano do Jubileu, Padre Darci esclarece que é simples ver a diferença entre a Indulgência Plenária, a reconciliação e o sacramento da penitência. “Pelo sacramento da penitência e pela confissão, o fiel arrependido sinceramente é absolvido de seus pecados pelo sacerdote e está livre do inferno, porque foi perdoado, já as indulgências nos livram do purgatório”, esclareceu.

Para ele, mesmo libertados do pecado para o céu, a pessoa ainda não tem condições de se apresentar diante de Deus, pois está com a alma manchada devido a tantas consequências sofridas, e destaca os motivos pelos quais as indulgências livram as pessoas do purgatório e como alcançá-las.

“Para podermos lucrar as indulgências, a Igreja nos pede que façamos uma peregrinação a um lugar sagrado, como nós fizemos à Catedral. Pede-nos também que confessemos os nossos pecados, individualmente, com o sacerdote e, depois, façamos uma comunhão e pratiquemos uma das obras de misericórdia. De modo especial, dar de comer a quem tem fome, de beber a quem tem sede, enterrar os mortos e vestir os nus. Enfim, em nossa Região Pastoral, há muitos modos de exercitarmos essa misericórdia, de colocarmos o amor de Deus em prática. Por isso, Jubileu é um tempo da graça”, destacou.

No final da celebração, toda a igreja entoou os parabéns, suplicando a intercessão de Maria Santíssima, que derrame bênçãos sobre o Vigário Geral da Arquidiocese, Monsenhor Enzo dos Santos, pelos 39 anos de ordenação presbiteral. Além disso, Padre Marcelo Santiago, designado para cuidar da causa de beatificação de Dom Viçoso, fez um breve relato sobre a vida desse santo e rezou, com todos os fiéis, a oração especial pela sua Beatificação.

Texto e fotos: Dacom/Arquidiocese de Mariana

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