Para encerrar a semana de concertos no Órgão, dentro do Projeto “Sons do Sagrado”, dia 13 de dezembro, na Catedral da Sé, o Órgão Arp Schnitger, tendo a organista Josinéia Godinho executando-o de forma eficaz com suas mãos delicadas e habilidosas acompanhou o Coral Ars Antiqua, de Belo Horizonte (MG), com a apresentação da Messe Aux Cathedrales – Missa da Catedral, de Charles Gounod e regência da ilustríssima Ângela Pinto Coelho.
A apresentação foi antecedida pela Santa Missa celebrada pelo Reitor da Catedral, Pe. Geraldo Dias Buziani, com a participação da Pastoral Familiar e, antes mesmo da celebração terminar, já havia uma fila de pessoas do lado fora do templo aguardando, ansiosamente, para prestigiar a belíssima entonação e afinação entre o Coral e o Órgão.

O Arcebispo Metropolitano de Mariana, Dom Airton José dos Santos, escolheu seu lugar preferido na plateia para, também, apreciar as estupendas vozes, as quais alcançaram notas altíssimas de forma magnífica.
O Órgão, fazendo a sua função de acompanhar as belas vozes, pelas mãos de Josinéia, mostrou-se capaz de estar em funcionamento novamente e por muitos longos anos.
Ao reger o coral acompanhado de um órgão do século XVIII, Ângela Pinto Coelho descreveu como uma honra e de uma impressionante emoção.
“O som do Órgão é maravilhoso, é especialíssimo, porque esse órgão tem um som lindo, um som pequeno, mas muito bonito, uma joia que tem o nosso Brasil. Foi uma honra imensa estar aqui e apresentar o Coral Ars Antiqua nessa catedral maravilhosa e com esse órgão maravilhoso. Para mim, isso foi uma honra”, descreveu a regente.
O Coral Ars Antiqua, em uma peça única, trouxe repertório Messe Aux Cathedrales:
Charles Gounod (1818-1893) – Messe n. 6 em sol maior
Aux Cathédrales
Kyrie
Gloria
Credo
Sanctus
O Salutaris Hostia
Agnus Dei
Giovanni Battista Martini (1706-1784 – Toccata em sol

O integrante do Coral, Gásparo Boschi, compartilhou suas impressões sobre a apresentação, destacando a experiência de cantar com o órgão local. Ele ressaltou que a peça apresentada é apropriada e especificamente composta para ser tocada com órgão e, com isso, facilitou a afinação entre o órgão e o Coral.
“O Órgão é um instrumento bem diferente do que a gente está acostumado, a sonoridade dele é muito peculiar. Foi muito legal estar aqui hoje e é um prazer poder ver essa joia recuperada e estar disponível para população, para que as pessoas possam usufruir”, destacou.

Os olhos da plateia brilhavam, enquanto o Coral e a Josinéia no Órgão, esplendorosamente, faziam-se suas performances artísticas, principalmente, na hora do cântico da Alleluia de Handel, momento de grande emoção, entusiasmo e de fé autêntica em um Deus, uno e trino.
Os espaços no interior da Catedral ficaram completamente ocupados, e cada um queria estar no melhor lugar para não perder nenhum momento da belíssima apresentação.

Renato Luiz Gonçalves, veio de Viçosa (MG), para participar dos dois últimos dias do Projeto “Sonho Sagrado”. Ele disse estar maravilhado e considerou uma oportunidade única a reinauguração do Órgão da Sé.
“Nós viemos especialmente para esses dois últimos dias e a palavra que eu tenho é essa: estou maravilhado. É uma oportunidade única de estar nessa reinauguração do Órgão da Sé e o que mais me motivou a vir é que também sou músico, sou regente de um coral”, disse Renato.
Por fim, Dom Airton entregou a placa em homenagem ao Coral e em agradecimento por ter vindo engrandecer as comemorações dentro do Projeto Sons do Sagrado.
Texto: Dacom/Arquidiocese de Mariana
Fotos: Pedro Vitor da Silva/Dacom/Arquidiocese de Mariana
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