A entrega do Prêmio Direitos Humanos — “Edição Luiz Gama e Esperança Garcia” — para a Pastoral Carcerária foi realizado em uma cerimônia na abertura da 13ª Conferência Nacional de Direitos Humanos, 10 de dezembro, no Centro Internacional de Convenções, em Brasília (DF).
Na oportunidade, Magda de Fátima, Coordenadora Nacional da Pastoral Carcerária para Questão da Mulher Presa e, também, participante ativa da Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Mariana, recebeu a honraria em nome de todos os agentes da Pastoral.

Para a Pastoral Carcerária, que tem como objetivo a evangelização e a defesa da dignidade humana, receber essa distinção significa:

O Prêmio Direitos Humanos, a mais elevada condecoração pública do Brasil, reconheceu essa luta.
“Participar da edição 2025, batizada “Luiz Gama & Esperança Garcia”, coloca-nos ao lado de figuras históricas da justiça social e da luta antirracista. Este reconhecimento fortalece a Pastoral Carcerária como parte do movimento nacional por dignidade, justiça e defesa da vida, dentro e fora dos muros”, ressaltou Magda.
A Pastoral Carcerária, alicerçada na evangelização e na promoção da dignidade humana, anuncia a esperança e denuncia a violência.
Magda destacou ainda, que “somos chamados a revelar os ‘navios negreiros’ de nosso tempo. A Pastoral Carcerária continuará sendo voz e presença, anunciando o evangelho e denunciando as violações de direitos, pois todos os filhos de Deus têm direito à vida, ao cuidado e ao respeito”, destacou.

A cada edição, são entregues dezenas de condecorações — estátuas e certificados destinados a pessoas e entidades que se destacaram em múltiplas frentes. Esse conjunto de homenagens demonstra a amplitude da luta pelos direitos humanos no Brasil: do ativismo antirracista à inclusão social, da defesa das populações vulnerabilizadas à promoção da vida e da dignidade.
Este prêmio é o mais tradicional e expressivo tributo público concedido pelo Estado brasileiro e, neste ano, o Prêmio ganhou um significado ainda mais profundo ao homenagear Luiz Gama e Esperança Garcia, duas figuras históricas da resistência negra, reafirmando a centralidade da memória, da justiça social e da igualdade racial no campo dos direitos humanos.
Texto: Magda de Fátima Oliveira – Adaptado
Fotos: Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania