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Saúde Mental da população Negra é debatido durante o 14º FOPIR

15 de dezembro de 2025 Arquidiocese

A cidade de Barbacena (MG), Região Pastoral Mariana Sul, recebeu o 14º Fórum pela Promoção da Igualdade Racial (FOPIR), realizado entre os dias 16 e 19 de outubro de 2025, no antigo Pré-Juvenato São Geraldo, na Capela de São Geraldo.

O tema da edição foi “Tecendo Cuidados em Saúde Mental da População Negra a partir da Raízes Ancestrais” e o lema “Da existência à Resistência: Por uma Saúde Mental Antirracista e Coletiva”.

Os painéis e discussões do dia 17, abordaram o tema e o lema com a condução dos professores e psicólogos barbacenenses, Felipe de Melo Lopes e Elenice Nascimento. Eles trouxeram a importância e a complexidade da saúde mental na população negra, destacando os impactos de fatores sociais, econômicos e históricos.

Ainda dentro dessa proposta, os participantes refletiram sobre a necessidade de política públicas de combate ao racismo estrutural e a promoção da equidade em todas as esferas da sociedade.

No decorrer do evento, discutiu-se como o racismo estrutural contribui para o agravamento da vulnerabilidade socioeconômica, a formação partido de um currículo preponderante eurocêntrico, a falta de política de segurança pública para a população negra e o histórico da escravidão no país.

Os participantes reafirmaram que, a ausência de políticas públicas para população negra é um fator determinante para a marginalização social, o aumento de incidências de transtornos mentais como depressão, ansiedade e estresse pós-traumático.

Portanto, o reconhecimento das tradições e saberes culturais negros são elementos essenciais para um cuidado em saúde mental que faça sentido. Além do letramento racial de profissionais e a inclusão do quesito raça em políticas públicas para oferecer serviços dignos e de qualidade.

O papel da psicologia na luta antirracista foi citado, destacando a evolução da psicologia no Brasil na abordagem do racismo e na criação de comissões de relações étnico-racial no combate à discriminação racial.

Foi compartilhado relatos pessoais de vítimas do racismo e estratégias de ações de empoderamento para crianças negras, o papel da escola no combate ao racismo e a importância de coletivos e redes de apoio no fortalecimento e promoção do bem-estar.

O Fórum reforça a ideia de que o cuidado com a saúde mental deve ser uma responsabilidade compartilhada para fortalecer os laços comunitários.

O Fórum contou com representantes da sociedade civil, acadêmicos, movimentos populares e lideranças comunitárias, marcando um importante passo na valorização dos saberes ancestrais e na geração de propostas que influenciem políticas públicas.

O evento foi promovido pelo Fórum Mineiro de Entidades Negras (FOMENE) e com o apoio de diversas organizações e lideranças da sociedade civil de Barbacena para a realização.

Texto e fotos: Pastoral Afro e membros participantes da FOPIR – Adaptado

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