“Catequese Inclusiva” foi o tema que norteou o quarto dia de formação catequética, realizado no dia 20 de agosto, às 19h, pelo canal oficial da nossa Arquidiocese no YouTube. A formação contou com a assessoria da Margareth Rosalina de Jesus, catequista e psicopedagoga do Regional Leste II da CNBB, que abordou a importância fundamental da catequese inclusiva para as pessoas com deficiência, enfatizando que a inclusão deve ser inerente a toda catequese, não apenas um tema à parte.
No início da live o Coordenador Arquidiocesano de Pastoral, Pe. José Geraldo de Oliveira, parabenizou os catequistas pelos trabalhos desenvolvidos em suas paróquias e a participação durante a semana formativa. Também frisou a importância de cada catequista, destacando que eles são uma ponte entre a Igreja e a família.
“O catequista é aquele que vai fazer essa ligação entre a família e Igreja-comunidade. Ensinando não somente com palavras, seguindo a doutrina que está no catecismo, embora seja ela muito importante também, mas ensinando principalmente com exemplo, com testemunho”, ressaltou Pe. José Geraldo.

O tema era muito esperado pelos catequistas e também é um assunto que a Igreja já vem discutindo ao longo dos anos. Dentre os documentos que abordam a temática está o Diretório Nacional de Catequese (DNC 84, 2005), que atualiza e amplia o Catequese Renovada (1983), que já apresentava a catequese como interação fé e vida.
Posteriormente, o Diretório Nacional de Catequese, Documento 107 (2015), passou a enfatizar a Iniciação à Vida Cristã e na formação de discípulos missionários. Em 2020, surgiu o Diretório Nacional para a Catequese (61, 2020), em sintonia com o DNC 84.
Segundo Margareth, um documento não anula o outro, e a catequese é realizada em nome da Igreja e guiada pelos documentos da CNBB. Ela destacou ainda a importância de estudar os diretórios para compreender as orientações referentes à participação das pessoas com deficiência na catequese.
A palestrante ressaltou que a catequese, por sua natureza, deve ser inclusiva. Segundo ela, se não for inclusiva, não corresponde à catequese orientada pela Igreja. A inclusão abrange não apenas as pessoas com deficiência, mas também pessoas privadas de liberdade, indígenas, refugiados e outros grupos marginalizados.

Durante a apresentação, Margareth citou o número 261 do Diretório Nacional de Catequese que discorre sobre o perfil do catequista. Contudo, frisou que nenhum catequista é perfeito ou está completamente formado, mas está sempre em um caminho de construção, tendo Jesus como modelo.
Sendo fiel ao exemplo de Jesus, que constantemente buscava trazer as pessoas para o centro, o catequista precisa desenvolver três dimensões: O Ser: ter um “rosto humano e cristão”, O Saber: possuir conhecimento adequado da mensagem, e O Saber Fazer: Desenvolver a metodologia apropriada, que deriva diretamente do “saber”.
Na sequência, a palestrante explicou as termologias corretas que os catequistas devem utilizar para se referir às pessoas com deficiência, ressaltando que houve uma evolução na forma de nomeá-las. Desta forma, devem ser evitadas expressões que diminuem, ofendem ou reforçam estereótipos sobre pessoas com deficiência.

Em seguida, Margareth explicou o significado do Símbolo Internacional de Acessibilidade e suas mudanças. A evolução do símbolo representa uma mudança na forma de compreender a inclusão. No Brasil, o símbolo da cadeira de rodas tornou-se obrigatório em 1985 e em 2015, a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) reforçou uma visão mais ampla de acessibilidade. O novo símbolo, aprovado pela ONU, busca representar a diversidade humana e as diferentes deficiências, destacando a autonomia, a inclusão e a centralidade da pessoa.
Ao final, a palestrante esclareceu algumas dúvidas deixadas no chat
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