domingo

, 07 de agosto de 2022

11/04/2020

11 de abril de 2020

Desde a aurora até ao início da noite de hoje, somos convidados a manter o silêncio e o clima de oração mais reflexivo interiormente, preparando-nos para a celebração mais importante do ano: A VIGÍLIA PASCAL. São quatro partes, integradas entre si, que a compõem: Bênção do fogo novo com a Proclamação da Páscoa; Liturgia da Palavra; Liturgia Batismal e Liturgia Eucarística. Este ano, por razões que todos, certamente, já conhecem, pela primeira vez em nossa história, pelo menos em terras brasileiras, sem a presença do povo na Igreja. Não se acenderá o fogo novo fora das Igrejas. Somente os ministros ordenados com alguns ajudantes e equipes de filmagem estarão presentes. Mesmo assim, não se perde o brilho e esplendor desta celebração mais solene do calendário litúrgico. Das leituras proclamadas, sete do Antigo Testamento e duas do Novo, incluindo oito salmos, podem ser escolhidas três do primeiro Testamento. Podemos sintetizá- las em 4 palavras: Criação, Libertação e Banquete da Vida. Tudo o que existe deve-se ao amor pleno de Deus. Se o pecado causou tanto estrago e escravizou o ser humano, obra prima de Deus, criado à sua imagem e semelhança, a libertação do jugo que pesava sobre o povo tornou-se a páscoa dos judeus, com banquetes de finas iguarias, até ser firmada a nova e definitiva Páscoa por Jesus. Na morte de Cristo fomos batizados para uma vida nova, sepultados com Ele para com Ele ressuscitarmos. Na esplendorosa narrativa da Ressurreição (Evangelho de Mateus), o próprio Jesus vem ao encontro das duas mulheres e pede para elas anunciar aos discípulos que ressuscitou e para sempre ficará junto aos seus. Esta é a razão da nossa fé, por maior que seja a dor, o sofrimento e a morte que o atual vírus está causando. Por isto, renovando as promessas do Batismo, renunciando o pecado, a tudo o que causa divisão e ao autor e princípio do pecado, professamos a fé, não somente com os lábios, mas com as boas obras de misericórdia e até com a própria VIDA, se assim Deus nos permitir. Tenhamos uma santa e abençoada Páscoa.

Pe. Geraldo Barbosa

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