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254 dioceses brasileiras realizaram o processo de escuta do Sínodo 2021-2023

23 de agosto de 2022

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado, considerou a elaboração da Síntese Brasileira ao Sínodo 2023, que reuniu contribuições de 254 dioceses e de 8 organizações religiosas, como uma experiência muito rica.  A  Equipe Nacional de Animação do Sínodo 2023 esteve reunida na sede da CNBB, em Brasília (DF), de 8 a 12 de agosto, se debruçando sobre as inúmeras contribuições das dioceses para tentar elaborar, dentro do possível, uma síntese única.

De acordo com o secretário-geral da CNBB, as dioceses que não enviaram não o fizeram porque estavam em mudança de bispo ou vão ainda fazer suas assembleias em período posterior ao período estabelecido pela Secretaria Geral do Sínodo. “Um número muito significativo: 94% das dioceses brasileiras enviaram suas escutas”. Dom Joel destacou que todas as respostas foram lidas e estudadas.

“A primeira grande impressão que fica, além dos detalhes, além de pontos que apareceram em um e em outro relatório, é um detalhe que me parece fundamental que é o processo sinodal. A elaboração das respostas mostrou para nós a diversidade do Brasil e a diversidade no modo de proceder com as respostas. Mostrou que nós estamos aprendendo a realizar escutas”, disse.

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro destaca que mais do que a versão do documento, ainda com 37 páginas, o processo de escuta e o empenho da equipe foi uma escola que não se pode perder. “Como se sabe, a equipe é composta de 13 pessoas. Dentro do possível, a equipe é sinodal. Nela há consagrados e consagradas, leigas, presbíteros, bispos e representantes de algumas regiões do Brasil”, ressaltou.

Próximos passos

O próximo passo, já iniciado, segundo dom Joel, é a construção da síntese do Cone Sul do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), que envolve Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina. “Tivemos uma reunião virtual com a equipe do Celam onde foram colocados os parâmetros para este trabalho. Na semana que se inicia em 6 de março, aqui no Brasil, estarão representantes destes quatro países para um intercâmbio com os relatórios de cada país a fim de construir o relatório do Cone Sul. Depois o relatório do Celam e assim por diante”, informou.

O secretário-geral da CNBB disse que na etapa presencial da 59ª Assembleia da CNBB, em Aparecida (SP), de 28 agosto a 02 de setembro, será apresentado aos bispos um resumo de tudo o que consta na síntese com enfoque nos principais pontos, dificuldades e sugestões.

Dom Joel reitera algo no qual o Papa Francisco tem insistido muito com relação aos próximos passos: “processos são mais importantes que documentos”. “Podemos até não ter documentos ao final de toda esta etapa que satisfaçam a um ou a outro, mas se todos nós conseguimos aprender processos de escuta e de participação nós teremos ganho muito neste momento sinodal. Pode ocorrer que um ou outro assunto não chegue até o final da etapa sinodal. Mas nós precisamos, cada vez mais unidos, chegar até essa etapa final aprendendo a nos escutar uns aos outros e a escutar o Espírito Santo”, defende.

Veja, abaixo, a íntegra da entrevista do secretário-geral da CNBB:

Texto e imagem: CNBB

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