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2º dia do Encontro de Mulheres foi marcado pelas reuniões individuais de cada Região Pastoral

11 de março de 2021 Arquidiocese

Cuidados com a casa comum, mineração, os desafios e as alegrias de ser mulher, desigualdade de gênero e a violência contra a mulher foram alguns dos temas debatidos no segundo dia do encontro das mulheres, realizado na última terça-feira (09). Devido à pandemia da Covid-19, todo o evento foi realizado on-line.

À ocasião, cada região pastoral da Arquidiocese de Mariana, pautando-se pelo tema e o lema do 7º Encontro Arquidiocesano de Mulheres que são, respectivamente, “Mulheres: presença forte na defesa da vida!” e o lema “Foi e anunciou aos discípulos: ‘Eu vi o Senhor!’” (Jo 20,18), preparou o seu próprio encontro. Veja como: 

Região Norte 

A partir do tema “Mulheres e o cuidado com a casa comum: protagonismo feminino e mineração”, a região norte da Arquidiocese de Mariana promoveu uma noite de diálogo sobre os impactos da mineração no meio ambiente e na sociedade. Para isso, foram convidadas para a conversa Simone Silva, membro da Comissão de atingidos pela barragem e militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Shirley Krenak, liderança Krenak e coordenadora do Instituto Shirley Djukurnã Krenak, Letícia Oliveira, coordenadora do MAB, e mediação de Aída Anacleto, ex-vereadora de Mariana.  

Segundo a integrante da Comissão Arquidiocesana de Mulheres, Bruna Monalisa, a escolha do tema para o encontro foi devido à presença da atividade mineradora nas cidades que fazem parte da região Norte. “Sofremos as consequências de um modelo predatório de mineração articulado a um modelo econômico que não respeita o direito à vida. As reflexões apontaram que tais modelos precisam urgentemente serem modificados, para que vidas humanas e o meio ambiente sejam preservados”, pontuou. 

Para Bruna, “o encontro evidenciou a necessidade e a importância de nós, cristãs e cidadãs, nos dedicarmos diariamente ao cuidado com a nossa mãe terra, com nossos recursos hídricos e ao cuidado com nossos irmãos e irmãs. Isso é cuidar da nossa casa comum. Esse cuidado se revela na prática do amor e do respeito, comigo, com o próximo e com as gerações futuras”. 

Ela ainda ressalta que foi um momento de diálogo, de troca de experiências e de fortalecimento da rede de mulheres que atuam em diversos espaços eclesiais, sociais e políticos buscando ser instrumento na construção da sociedade do bem viver. “É sempre bom sentir a energia das companheiras e alimentar a certeza de que não estamos e não andamos só! E que temos muitos motivos para celebrar nossa trajetória, e muitos outros, para seguirmos firmes e unidas nas lutas em defesa e promoção da vida”, destacou Bruna. 

Ao todo, cerca de 50 mulheres participaram do encontro da região norte que contou também com a presença do padre Marcelo Santiago. 

Regiões Sul e Centro

Com a participação de aproximadamente 100 mulheres e do Vigário Episcopal da Região Sul , padre José Julião da Silva, as regiões Sul e Centro realizaram, em conjunto, o segundo dia do Encontro das Mulheres com a temática sobre os desafios e as alegrias de ser mulher. 

À ocasião, segundo Lúcia Aparecida Feliciano de Campos, a Forania de Barbacena conduziu um momento de oração que fez referência à Campanha da Fraternidade de 1990 que teve como tema “Mulher e homem: imagem de Deus”  e iluminada pela leitura bíblica do Evangelho de João (20, 11-18). Ainda, um painel preparado pela Forania de Carandaí trouxe a fala de algumas mulheres da região que destacaram cinco pontos que marcam a nossa vida: o desafio diário de ser mulher, viver os nossos sonhos na perspectiva do sonho de Deus, superação das barreiras, a busca do empoderamento em todos os espaços e a necessidade de nos amarmos profundamente.

Além disso, participaram também do encontro e preparam momentos de reflexão e oração as Foranias do Alto do Rio Doce e Rio Pomba. 

Região Oeste

Já na Região Oeste, cerca de 30 mulheres participaram do encontro, que teve a presença da delegada Bethânia Aparecida Barbosa Bianchetti, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), que falou sobre o trabalho desenvolvido pela instituição e a luta na defesa da vida das mulheres. 

“Foi um momento de mística, marcado por muita alegria e beleza, mas também bastante rico. Refletimos os desafios com o cuidado com a vida ameaçada, onde tivemos vários depoimentos de mulheres que lutam [contra] a falta de moradia, mulheres que estão privadas de liberdade e cumprem pena na APAC, mulheres que sofreram casos de violência doméstica e feminicídio na família”, contou a representante leiga da Dimensão Sociopolítica, Silene Gonçalves. 

Além disso, outros assuntos abordados foram a luta por moradia popular, em defesa das atingidas por barragens, pela recuperação e ressocialização das mulheres apenadas, das mães com filhos com deficiência e do movimento negro. “Encerramos a noite com a mística do cuidado, momento que fomos convidadas a plantar uma muda ou semente no compromisso de quem quer cuidar da vida, cuidar do planeta e cuidarmos umas das outras, porque ‘ninguém solta a mão de ninguém’”, destacou Silene.  

Região Leste

Por fim, cerca de 45 mulheres participaram da reunião da Região Leste que teve também a presença do coordenador da Dimensão Sociopolítica, o padre Geraldo Martins Dias. Durante o momento de partilha e reflexão, dentre outros assuntos, abordou-se sobre a desigualdade de gênero no mercado de trabalho, os diversos tipos de violência contra a mulher e o racismo.

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