O Dia de Finados, ou Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, celebrado dia 2 de novembro, é a data em que a Igreja Católica dedica suas orações, de modo especial, às almas de todos os seus fiéis.
Nesse dia, a comunidade cristã cumpre um dever de caridade, visitando cemitérios, acendendo velas e oferecendo missas e orações em sufrágios de seus entes queridos falecidos, expressando a fé na ressurreição e a esperança do encontro eterno na Casa do Pai.
Todas as paróquias da Arquidiocese de Mariana celebraram esse dia com a Santa Missa intencionada às almas, nessa certeza da ressurreição em Cristo.
Em Mariana, o Arcebispo Metropolitano, Dom Airton José dos Santos, celebrou a Santa Missa, às 09h, no Cemitério Sant’Ana, onde aspergiu os túmulos com Água Benta e deu uma benção para todos os que estavam presentes, após a celebração.

Em sua homilia, Dom Airton convidou a todos à meditação interior sobre a vida, a morte e a existência humana à luz da fé cristã. Para ele, o Dia de Finados não é de tristezas, mas de silêncio interior para refletir sobre a vida e a relação dela com Deus e Sua proposta de paz. Pois, os seres humanos são falhos, propensos à impaciência e a decepcionar uns aos outros, necessitando de amor, respeito e paciência.
Para tanto, ele enfatizou a necessidade de viver na paz de Deus, buscando a essa luz de Cristo, para não estar em um mundo de escuridão e de imperfeições, além da importância de se preparar para o encontro final com Deus, lembrando-se da ressurreição e da necessidade de orações pelos falecidos.
“O mundo quase sempre nos decepciona, também nós decepcionamos muitos outros, porque somos parte deste mundo e, por isso, nós temos que ter amor, uns para com os outros. É preciso, então, ter paciência, paciência conosco mesmo, com os outros e com o mundo que faz o seu caminho. Por isso, nós cristãos temos uma novidade para apresentar ao mundo. E a novidade é Jesus Cristo, que não está mais morto, passou pela morte, porque quis transmitir a todos aquilo que Deus colocou no coração de cada ser humano, a busca de Deus”, enfatizou o Arcebispo.

Dom Airton lembrou ainda da passagem bíblica de Gênesis 3,19, “lembra-te que és pó e ao pó voltarás”. Para ele, “somos pó vivente, animados pelo Espírito Santo, que nos dá vida. Um dia, voltaremos a ser pó inerte, aguardando a vida nova em Cristo”.
Sobre a necessidade de oração pelos falecidos e as indulgências, Dom Airton explicou que não são todos que chegam à visão beatífica de Deus imediatamente após a morte; é necessário um tempo de purificação e a oração dos fiéis.

“Um dia nós precisaremos dessas orações, dessas pessoas que conviveram conosco, para que a gente atinja logo a visão beatífica de Deus, para que a gente não fique nesse intervalo de tempo, o qual não é o tempo cronológico nosso, mas é o tempo de Deus. Que a gente não fique ali eternamente, mas que nós passemos a contemplar Deus face a face e, assim, viver a alegria plena e eterna”.
Para receber as Indulgências, ele evidenciou que “durante oito dias após o Dia de Finados, nós recebemos a indulgência para os falecidos. Porque nós visitamos o cemitério, rezamos a oração que o Senhor nos ensinou, participamos da Santa Missa, comungamos e fazemos a nossa confissão. Além disso, rezamos na intenção do Santo Padre, e, adquirimos para nós, ou melhor, para os fiéis falecidos, a indulgência plena.

Após a Santa Missa, além da Benção a todos, a Imagem de Sant’Ana foi entronizada por Dom Airton e pelo pároco, Pe. Geraldo Buziani, na pequena e bela capela do cemitério. Ela está localizada no interior do cemitério e, nas últimas semanas, passou por reformas no telhado, no forro, na pintura e na iluminação para receber a Imagem.
Texto e fotos: Dacom/Arquidiocese de Mariana
Veja, abaixo, mais fotos da celebração.