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A Pastoral do Dízimo em tempos de pandemia

27 de maio de 2020 Arquidiocese

Mesmo com o isolamento social provocado pela pandemia da Covid-19 e as igrejas de portas fechadas, a ação evangelizadora da Igreja não parou. A missão de anunciar o Evangelho e cuidar da vida dos menos favorecidos tem sido realizada de forma nova, criativa e ainda mais intensa, o que ressalta a necessidade da atuação da Pastoral do Dízimo.

É através do dízimo que a Igreja mantém os seus trabalhos de evangelização nas instâncias paroquiais, regionais e arquidiocesana. “É importante destacar que o dízimo não pode ser visto como simples instrumento de arrecadação. Ele deve ser compreendido a partir de suas quatro dimensões, a saber: religiosa, eclesial, caritativa e missionária. Sem o dízimo os trabalhos de evangelização e de promoção humana ficam bastante comprometidos”, explica o assessor arquidiocesano do dízimo, padre Jose Afonso de Lemos.

Segundo ele, é dever sagrado contribuir com o dízimo. “O quinto mandamento da Igreja nos ensina: ‘é dever dos fieis, conforme as suas possibilidades, prover às necessidades da Igreja, de forma que ela possa dispor do necessário para o culto divino, para as obras apostólicas e de caridade e para a honesta sustentação dos seus ministros’. Em breves palavras, o dízimo é essencial para a Igreja, pois atende as três finalidades: serviços, servidores e os pobres”, afirma.

Dízimo em tempos de pandemia

Neste tempo de pandemia, onde as celebrações estão suspensas, visando à contenção do coronavírus, é preciso ser criativos, prudentes e generosos na administração dos bens da Igreja. “O cenário que estamos vivendo não favorece gastar com coisas secundárias e fazer investimentos desnecessários. É momento de economia, rever as contas. Se precisar, sobretudo para nós padres, a renúncia de nossa côngrua em favor de um irmão mais necessitado”, disse padre José Afonso.

Ele destaca que em relação à devolução do dízimo existem inúmeras formas para colaborar. “Não cabe aqui elencar todas as modalidades de devolução do dízimo. Como exemplificação, citaria: o dízimo poderá ser feito com depósito de identificação, transferência bancária. Algumas paróquias têm feito o recolhimento junto às famílias, outras estabeleceram a secretaria paroquial como local de devolução do dízimo”.

O presbítero ressalta que contribuir com o dízimo também pode ser considerado um ato de solidariedade durante a pandemia. “Dentre as dimensões do dízimo encontram-se duas que nos apontam para a prática da solidariedade: a dimensão sócio-cartitativa e a dimensão missionária. Importante destacar que em nossa Arquidiocese 10% do dízimo devem ser direcionados aos pobres. Neste tempo de pandemia, em que muitos perderam o seu emprego, com muito mais razão devemos colocar em prática esta decisão assumida no Encontro dos Presbíteros e Diáconos, por ocasião da implantação do dízimo em nossa Arquidiocese. Contudo, o nosso ato de solidariedade não pode ficar restrito à devolução do dízimo. Outras iniciativas podem ser pensadas e implementadas em nossas comunidades e paróquias”.

O assessor da Pastoral do Dízimo também destacou que o tempo é favorável para aumentar a comunhão e promover atos de solidariedade entre as paróquias. “Além disso, devemos cobrar de nossas autoridades governamentais ações concretas em favor do povo, sobretudo o pobre, o oprimido e o marginalizado. Pois estes são os que mais sofrem com esta pandemia mundial”, disse padre José Afonso.

Durante a pandemia, entre em contato com sua paróquia e saiba como fazer a contribuição do dízimo.

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