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Agentes da Pastoral Carcerária da Região Leste participam de retiro espiritual e reafirmam sua missão

05 de outubro de 2023 Arquidiocese

A Pastoral Carcerária da Região Mariana Leste se encontrou no último sábado, 30 de setembro, para um retiro espiritual. O encontro teve como intuito meditar a Palavra de Deus e reforçar a missão de levar alívio para os irmãos marginalizados pela sociedade.

O momento foi pregado pelo Vigário Episcopal da Região Leste, Padre Luiz da Paixão Rodrigues, que fez uma caminhada dentro da Palavra de Deus, começando pelos Salmos 22, (1-22) e 64, onde se meditou sobre o sofrimento dos irmãos encarcerados e seus familiares. A partir dos salmos, os participantes refletiram sobre qual é o cenário em que, enquanto Pastoral, eles têm que atuar.

Continuando a caminhada, por meio do Evangelho de São Mateus (Mt 25, 34–46), refletiu-se sobre a missão deixada por Jesus: “Recebam como herança o Reino que meu Pai lhes preparou, pois eu estava com fome e me deram de comer, eu estava com sede e me deram de beber […] estive preso e foram me visitar. Então os justos perguntarão, quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar? Então, o Rei responderá: Eu garanto a vocês: todas às vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram”.

Essa missão dada por Jesus, mostra que é preciso servir aqueles os quais a sociedade coloca às margens, que inclui os irmãos encarcerados e seus familiares, que sofrem e se sentem abandonados todos os dias. “Nossa missão não é julgar esses irmãos. Precisamos levar um pouco de alívio, levar o amor de Deus a esses irmãos desprezados”, disse a agente da Pastoral, Fernanda Cristina de Oliveira.

“Enquanto Jesus esteve nessa terra, Ele sempre quis estar com os menos favorecidos, nenhum dos discípulos de Cristo era um doutor da lei, todos os apóstolos eram homens comuns, assim como Ele sempre estava do lado dos menos favorecidos como: adulteras, prostitutas, ladrões, entre outros. Além disso, Jesus nos mostrou que nada adianta termos muito conhecimento da palavra e não agir, não servir, não evangelizar. A fé sem ação é morta e de que nos vale uma fé morta?”, ponderou Fernanda.

Continuando as reflexões, também se meditou trechos em que nossos irmãos foram encarcerados, como José do Egito em Gênesis (Gn 39, 19-20), Jeremias (Jr 20, 1-3) e Daniel (Dn 6,17-18) no Antigo Testamento e em Atos dos Apóstolos, quando os apóstolos foram caçados por evangelizar a Palavra de Deus. Em Atos dos Apóstolos (4, 1-4) e (5,17-19), conta sobre a prisão de Pedro e João após anunciar sobre a ressurreição de Jesus, todavia o anjo do Senhor esteve com eles e após libertados eles continuaram anunciando a Palavra de Deus.  Em At 12, 1-5, também vimos Tiago ser perseguido e Pedro ser encarcerado por Herodes.

Finalizando nosso caminho chegamos na Cruz, João (18, 12-14 e 19, 1-6) quando Jesus foi preso e condenado, sem ter cometido crime algum, mesmo assim, sendo crucificado pela sociedade. Nós somos seguidores de um homem que foi condenado, preso sob pena de morte.

“Jesus está presente nos lugares mais simples e de realidade difícil, é nesses lugares que nós precisamos levar sua palavra, é para nossos irmãos que passam pelo sofrimento que nosso Mestre passou, e tudo isso em Seu nome, pois Ele nos concedeu essa missão”, declarou Fernanda.

O retiro foi finalizado com uma missa, preparada por todos os participantes e celebrada com as leituras e Evangelho meditadas durante o retiro, onde reforçou toda a missão da Pastoral Carcerária. A missa foi presidida pelo Padre Luiz Paixão e concelebrada pelo Padre José Geraldo da Silva (Pe. Juquinha).

“Foi um retiro incrível que fortaleceu nossa espiritualidade, que deve ser uma Espiritualidade encarnada: um olho na Palavra e outro na realidade, não podemos se ater só nas Palavras, mas olhar em volta a nossa realidade que precisa não só de atenção, mas sim de ação e nós enquanto pastoral carcerária assumimos essa missão”, avaliou Fernanda.

Texto e foto: Fernanda Cristina de Oliveira – Agente da Pastoral Carcerária

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