Concerto inaugural do órgão Arp Schnitger marca noite da segunda-feira, 8 de dezembro, em Mariana (MG), com “Música Festiva para Trompetes e Órgão”. A organista Josinéia Godinho se apresentou ao lado dos dois trompetistas Érico Fonseca e José Vitor Assis, com um público superior a 350 pessoas.
Envolvidos numa atmosfera dourada e barroca, proporcionada pelos elementos artísticos da Igreja Mãe de todas as igrejas da Arquidiocese de Mariana, os espectadores assistiram a sete composições, escritas para órgão e trompete.
Compuseram a mesa de abertura do projeto “Sons do Sagrado” o Arcebispo Metropolitano de Mariana, Dom Airton José dos Santos; o prefeito de Mariana, Juliano Duarte; o chefe do escritório técnico do Iphan de Mariana, Leandro Batista dos Santos; o Secretário Municipal de Patrimônio Cultural e Turismo, Eduardo Batista; e a organista Josinéia.

Após as falas, os trompetistas executaram “Dialogues” de Eugène Bozza, no coro do templo. Na sequência, Josineia introduziu as duas peças seguintes — “Ave Maria” e “Pie Jesu” —, pontuando que “para a tristeza de outros instrumentistas o órgão é chamado de rei dos instrumentos”, e historicamente os trompetes há muitos séculos estão associados à realeza.
“São instrumentos que se equivalem e que podem dialogar sem que ninguém tenha que se conter”, afirmou.
Sobre a segunda música, a bacharel em órgão contou que essa composição de Gabriel Fauré foi colocada no repertório como uma forma homenagear as pessoas que trabalharam para construir a Arquidiocese de Mariana, desde os primeiros bispos, os padres e os benfeitores.
“Essa segunda peça tem um caráter também de uma oração pelas pessoas que contribuíram para que nós estivéssemos aqui”, sublinhou.

A cada música tocada, o público rendia suas sinceras homenagens aos músicos com uma longa e calorosa salva de palmas. Érico apresentou o trompete piccolo aos presentes, explicando suas diferenças em relação ao trompete comum.
Durante a fala, ele discorreu sobre sua trajetória na música, que se confunde com a de seu colega e “discípulo” José Vitor. Ainda na oportunidade, o membro da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais explanou mais detalhadamente sobre as músicas que encheriam o templo com a sonoridade barroca na continuação.
Ao final das apresentações musicais, os concertistas foram agraciados com os registros e homenagens entregues pelas mãos de Dom Airton. Eles receberam os cumprimentos dos presentes, com abraços, sorrisos e agradecimentos pela noite histórica.

Confira as peças tocadas durante a noite:
Texto e fotos: Paulo César Gouvêa/Arquidiocese de Mariana
Veja mais registros das apresentações: