Na manhã de sábado, 6 de dezembro, a praça da Catedral Basílica Nossa Senhora da Assunção festejou os 280 anos da Arquidiocese de Mariana em cerimônia histórica. A Santa Missa contou com a presença de bispos, dezenas de sacerdotes, autoridades civis e militares, além de centenas de diocesanos vindos de todas as regiões pastorais.
A programação foi iniciada com o café servido no Centro Arquidiocesano de Pastoral, que reuniu os presentes em conversas fraternas. Em seguida, todos se dirigiram para o Santuário de Nossa Senhora do Carmo, que é vizinho da Igreja de São Francisco de Assis, ambos estão localizados na Praça Minas Gerais, cartão postal do município que foi primeira vila, primeira cidade, primeira capital e primeira sede do bispado.
Em peregrinação, eles entoaram cantos pelas ruas históricas, rumo a Igreja Mãe de todas as Igrejas da Arquidiocese de Mariana. As imagens de Nossa Senhora da Assunção e São José — padroeiros de nossa Igreja Particular — foram carregadas, em andores, pelos seminaristas do Seminário São José.

Com a chegada às 10h30, foi celebrada a Santa Missa, presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Mariana, Dom Airton José dos Santos. Concelebraram no altar Dom Tarcísio Nascentes dos Santos (Duque de Caxias), os Bispos Auxiliares da Arquidiocese de Belo Horizonte, Dom Edmar José da Silva, Dom Joel Maria dos Santos e Dom Nivaldo dos Santos Ferreira.
Bem como Dom Miguel Ângelo da Silva (Diocese de Oliveira), Dom Francisco Barroso Filho (Bispo Emérito de Oliveira), Dom Antônio Carlos Paiva (Bispo Coadjutor de Oliveira), Dom Danival Milagres Coelho (Bispo Auxiliar de Goiânia) e Dom José Eudes Campos do Nascimento (Diocese de São João del-Rei).

Dom Airton iniciou sua reflexão com uma calorosa saudação a todos que se fizeram presentes, em especial os prelados, sendo boa parte deles Filhos do clero dessa Arquidiocese.
O Arcebispo ressaltou a vitalidade da Arquidiocese de Mariana, que segue produzindo vocações e reunindo peregrinos ao longo deste Ano da Esperança, destacando as constantes peregrinações que, fim de semana após fim de semana, lotaram as ruas em busca de indulgência e renovação espiritual.

O eclesiástico enfatizou a missão da Igreja Particular de Mariana ao longo de quase três séculos de história, convivendo com diferentes períodos políticos, desde o tempo do Brasil Colônia à atual República, sem perder sua identidade própria.
Ele recordou que, à luz do Concílio Vaticano II, a Igreja não se define como mera instituição civil ou organização assistencial, mas como sinal visível do Evangelho no mundo, chamada a dialogar com todos, mantendo a justa distância e a necessária fidelidade ao anúncio de Cristo, mesmo quando isso implica incompreensão ou perseguição.
A partir Santo Evangelho de Mateus (16, 13-19) proclamado pelo Diácono Anderson Lúcio da Costa e convidando os fiéis a renovarem sua resposta de fé, o Arcebispo centrou sua homilia na pergunta de Jesus aos discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”.

Ele seguiu reiterando que Nosso Senhor não deixou textos escritos, mas a própria Igreja, fundada sobre Pedro, para ser sinal permanente de salvação. Ao celebrar a memória de 280 anos de evangelização, o Arcebispo conclamou a todos os diocesanos a permanecerem firmes como “pedras vivas”, testemunhas fiéis do caminho, da verdade e da vida que conduzem a Deus.
“Que continuemos contribuindo para que o mundo seja salvo e viva segundo a vontade de Deus, seguindo o caminho do Evangelho, da paz e do bem, o caminho da paz, o caminho do bem e que nós sejamos fiéis testemunhas”, exortou.

Ao final da Celebração Eucarística, Pe. Adilson Umbelino Couto discursou, representando todo o clero da Arquidiocese, recordando a história de nossa Igreja Particular desde Dom Frei Manoel da Cruz até Dom Airton José, destacando o dom que representam para a história de fé, missão e santidade da Igreja Mãe das Minas.
O sacerdote expressou gratidão pelo clero, diáconos, vida consagrada, leigos e pelo Seminário de Mariana, responsáveis por sustentar a vocação, a evangelização e o patrimônio espiritual e cultural ao longo de 280 anos. Ao concluir, anunciou o canto “Te Deum Laudamus”, entoado, na sequência, pelo coral regido pela organista Josineia Godinho.

Após a Benção Final, os sacerdotes, eclesiásticos, seminaristas e fiéis se dirigiram para a entrada da Catedral, onde foi descerrada uma placa comemorativa pelos 280 anos. O Vigário Geral da Arquidiocese de Mariana, Monsenhor Enzo dos Santos, procedeu à leitura, seguida pela distribuição das edições especiais do jornal “O Arquidiocesano” e da revista comemorativa da data, para os bispos.
Renato Pastor Roberto, paroquiano da Paróquia Santo Antônio de Santa Bárbara (MG) participou da comemoração dos 280 anos da Arquidiocese e durante o momento recordou que desde seus seis anos já demonstrava o desejo de servir na Igreja, ajudando no altar. Atualmente com 71 anos, ele sempre se manteve próximo da vida pastoral, participando ativamente das iniciativas paroquiais ao longo dos anos, especialmente nas áreas da Pastoral Família e da dimensão social da Igreja.

Texto e fotos: Paulo César Gouvêa/Arquidiocese de Mariana
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