domingo

, 16 de junho de 2024

Arquidiocese de Mariana festeja sua padroeira

23 de agosto de 2022 Arquidiocese

Foto: Thalia Gonçalves

Louvando à Mãe de Deus e nossa, a Arquidiocese de Mariana celebrou neste domingo, 21 de agosto, a sua padroeira: Nossa Senhora da Assunção. À ocasião, o Arcebispo Metropolitano, Dom Airton José dos Santos, presidiu a Santa Missa, que marcou o encerramento das festividades promovidas pela Paróquia mãe desta Igreja Particular, no Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora do Carmo, em Mariana (MG), e acompanhou a procissão solene pelas ruas da cidade. 

Durante a homilia, ao refletir sobre a liturgia do dia, Dom Airton destacou que Nossa Senhora foi assunta, elevada de corpo e alma à glória do céu. “Ou seja, a sua ressurreição está associada à ressurreição de Cristo e este é o grande presente que Deus, todo poderoso, concedeu a toda Igreja: Maria Santíssima nos aguarda com Cristo no dia da ressurreição”, disse. 

Foto: Rodrigo Araújo

Recordando a proclamação do dogma da Assunção feito pelo Papa Pio XII em 1º de novembro de 1950, o Arcebispo Metropolitano de Mariana pontuou que a devoção à Nossa Senhora da Assunção já era vivida anteriormente pelos fiéis católicos. 

“Desde o princípio da Igreja existe essa certeza de que Nossa Senhora, por ter sido preservada das manchas do pecado desde a sua concepção, não passou pela corrupção da morte. Então, nós cremos que, entre a ressurreição de Cristo e a nossa que virá, Nossa Senhora foi o primeiro ser humano elevado ao céu. É a devoção que nós temos e também a certeza que nós temos. Nossa Senhora é a mesma, tem esse título que é doutrinário, que é o dogma de Nossa Senhora, para explicitar melhor a grandeza da ressurreição de Cristo e a promessa que ele mesmo fez que nós iríamos ressuscitar também”, explicou Dom Airton em entrevista.

Padroeira da Arquidiocese 

Foto: Thalia Gonçalves

De acordo com o Pároco da Catedral de Mariana, Cônego Nedson Pereira de Assis, a Arquidiocese de Mariana ter como padroeira Nossa Senhora da Assunção está relacionado a um fato histórico: um voto feito por Dom João I que, numa batalha em que Portugal vence sobre o Reino de Castela, prometeu que todas as catedrais do seu reinado seriam abençoadas e consagradas à Senhora da Assunção. 

Por sua vez, ao falar sobre essa festividade, Cônego Nedson enfatizou que a assunção da Mãe de Deus acena para nós a esperança de um dia estarmos com Deus na vida eterna.

“É uma das solenidades mais importantes da Virgem Maria. A partir de toda sua caminhada terrena, depois de cumprir a missão que o próprio Deus lhe confiou, de ser a mãe de seu filho, nos trazendo o Salvador da humanidade, Maria, que para nós é modelo de virtude, de amor ao próximo, de solidariedade, de compromisso com o Reino de Deus e daquela que faz a vontade de Deus, recebe a glória eterna. Assim também nós devemos voltar o nosso olhar para Maria e percebemos nela este testemunho de fé, de vida e também, com nossas ações, com nossas palavras, com o nosso testemunho, cada vez mais fazermos aquilo que Cristo nos diz para que um dia também nós possamos contemplá-lo face a face”, ressaltou Cônego Nedson.

Despedida

Foto: Thalia Gonçalves

A celebração marcou também a despedida do Cônego Nedson que, após 13 anos como Pároco da Catedral, assumirá em setembro a função de Reitor da Basílica do Senhor Bom Jesus, em Congonhas (MG). “Para mim, é motivo de alegria ter tido essa oportunidade de encerrar o meu tempo de trabalho em Mariana, celebrando Nossa Senhora da Assunção, nossa padroeira. Peço que ela ilumine minha caminhada  na missão para que eu possa corresponder bem aquilo que me é confiado pela Arquidiocese nos trabalhos em Congonhas”, disse sobre a sua nova missão.

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