A Arquidiocese de Mariana inaugurou, no dia 07 de julho, uma galeria dentro do Museu Arquidiocesano de Arte Sacra para abrigar obras de arte de artistas sacros contemporâneos.
A data também faz memória dos 150 anos de morte do venerável Dom Antônio Ferreira Viçoso, que esteve à frente desta Diocese entre os anos de 1844 e 1875.
A cerimônia iniciou-se às 19 horas com a Santa Missa presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Mariana, Dom Airton José dos Santos, concelebrada pelo Bispo Emérito de Oliveira, Dom Francisco Barroso Filho, pelo Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Goiânia, Dom Danival Milagres Coelho, pelo Reitor da Catedral da Sé, Padre Geraldo Dias Buziani e demais padres que ajudam na administração das causas arquidiocesanas.

O diretor do Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, Padre Anderson Eduardo de Paiva, explica que a iniciativa da criação da galeria partiu de Dom Airton e tem como objetivo reconhecer o trabalho artístico daqueles que continuam produzindo arte de evangelização.
Para ele, a “arte é pedagógica e é utilizada como um princípio catequético […]. Assim que Dom Airton chegou a Mariana e tomou conhecimento do vasto acervo de arte e de cultura existentes, ele percebeu a importância de eternizar aqueles artistas que hoje, vivos, produzem a sua arte”, explicou o diretor.

Diretor do Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, Padre Anderson Eduardo de Paiva.
Em sua fala, Dom Airton ressaltou que um pintor fala através de sua obra e das suas esculturas. Depois, reafirmou as motivações que o levou a abrir as portas do Museu para os artistas sacros fazerem suas exposições.
“Nós vamos ter a inauguração de uma galeria no nosso Museu de Arte Sacra dedicada aos artistas contemporâneos, ou seja, aos artistas deste tempo. Porque nós temos tantos artistas do passado, mas, hoje, nós vamos abrir um espaço no nosso Museu para esses novos artistas […]. Nós os temos aqui, convivendo conosco, e queremos agradecer a Deus por tudo isso”, ressaltou.
O prelado contou ainda que a proposta é acrescentar mais artistas sacros a cada ano, mas, por agora, inicia-se apenas com os três: Elias Layon, pintor e escultor; Hélio Petrus, escultor em madeira; e Rinaldo Urzedo, escultor em pedra-sabão.

Arcebispo Metropolitano de Mariana, Dom Airton José dos Santos.
Os três destacam-se pela beleza e pela sutileza de suas obras. Nelas podemos ver a arte neobarroca e elementos religiosos que expressam a fé católica.
Os artistas agradeceram a Dom Airton pela oportunidade de expor suas obras no Museu e por poderem contemplar este feito ainda em vida.
Elias Layon destacou que “não tenho palavras para agradecer a emoção do senhor ter aberto essa porta para a gente. Estou emocionado e orgulhoso de ter uma sala aberta no museu de Arte Sacra, porque esse museu é o nosso ‘Louvre de Mariana’ e região. É o museu mais importante da arte sacra barroca”, destacou.
Devido à sua importância histórica na preservação de peças sacras, com um acervo rico em detalhes, o pintor e escultor o compara com o Museu do ‘Louvre’, em Paris, dando-lhe uma incontestável relevância.
Para estar em exposição, ele escolheu uma peça de Nossa Senhora da Assunção, envolta de anjos, sendo levada ao céu. Ele relata que a escolheu por ser a padroeira da Arquidiocese de Mariana, uma representatividade única e exponencial traduzida através dos pincéis e da delicadeza excepcional.

Elias Layon, pintor e escultor. “O pintor das Brumas”.
O artista Hélio Petrus, por sua vez, relatou sua alegria com a iniciativa. “Tenho a satisfação e a honra de colocar esse trabalho em exposição, por iniciativa do nosso Arcebispo Dom Airton, por sinal, uma bela iniciativa valorizando os artistas da atualidade”, relatou.
Para expor na galeria, ele escolheu a peça do anjo Gabriel anunciando à Virgem que ela seria a mãe do Filho de Deus. Na cena ainda, pode-se ver anjos músicos em volta. Uma obra de arte, entalhada na madeira, desmedida, que expressa o catolicismo em seus belos traços de arte.

Hélio Petrus, artista plástico e escultor em madeira. “A Estrela do Neobarroco”.
Já Rinaldo Urzedo recordou a influência da Igreja em sua profissão desde a infância. “Sou artista desde criança e quando cheguei em Mariana, eu conheci as maravilhas da Igreja Católica. Sabemos que ela foi a grande ‘professora’ do barroco. Se existe toda essa arte no mundo, foi graças a Igreja Católica e a gente sabe da importância dela. Todo meu conhecimento artístico vem dela e quero agradecer, profundamente, ao Dom Airton por essa oportunidade, isso vai estar no meu coração para sempre”, recordou.
Na galeria, sua peça exposta, trabalhada em pedra-sabão, será a de Nossa Senhora da Assunção, também por ser a padroeira da Arquidiocese. Sempre inspirado na religiosidade e na crença das pessoas, ele expõe uma peça rica em detalhes, centralizando a Nossa Senhora sobre os anjinhos e as nuvens, e envolta de uma rocalha.
Uma peça desmesurável por sua beleza icônica, que traz um significado de fé e devoção na vida das pessoas.

Rinaldo Urzedo, escultor em pedra-sabão, restaurador e canteiro. “Da pedra bruta, fazer o belo”.
As peças já estão em exposição no Museu Arquidiocesano de Arte Sacra e podem ser visitadas de terça-feira à sábado, de 8h30 às 12h e de 13h30 às 17h. Aos domingos, o horário é de 8h30 às 14h.
Para mais informações, entre em contato pelo telefone (31) 9 7181-4179.
Clique nos links abaixo e conheça mais sobre as obras dos artistas que foram expostas.
Elias Layon
Hélio Petrus
Rinaldo Urzedo
Veja, abaixo, mais fotos da inauguração da sala no Museu Arquidiocesana de Arte Sacra.