Dia 29 de março, a equipe das Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s), da Região Pastoral Mariana Norte, reuniu-se no Centro Arquidiocesano de Pastoral, em Mariana (MG), para debater as principais ações para este ano.
Dentre elas, alavancar o compromisso dos cristãos leigos, religiosos e dos ministros ordenados com a defesa da vida e o cuidado com a Casa Comum através da Ecologia Integral. Além de fortalecer as CEBs na região e estabelecer caminhos para uma maior articulação nas comunidades.
Participaram do encontro a equipe de animação das CEBs, representantes dos Grupos de Reflexão, o Assessor Arquidiocesano, Padre Paulo Barbosa (Padre Paulinho) e o Assessor Regional, Padre Marcelo Santiago.
Em sua fala, Padre Paulinho trouxe o jeito de ser Igreja e de viver a fé das CEBs, à luz da iluminação bíblica contida em At 2,4 e At 4,32-37, que fala sobre o poder do Espírito Santo e a partilha dos dons.
Contudo, ele disse sobre a importância dos Grupos de Reflexão no serviço da Palavra, à Liturgia e à Caridade. Enfatizou ainda a Sinodalidade, que é caminhar juntos, como metodologia, ou seja, como uma forma de vencer o clericalismo, superar a leitura fundamentalista da bíblia e contribuir para a renovação missionária da Igreja.
Além disso, recordou também a Campanha da Fraternidade 2025, que tem o tema: “Fraternidade e Ecologia Integral” e o lema: “Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31), a partir dos roteiros dos Grupos de Reflexão, convidando a todos a uma conversão ecológica que leva à mudança do modo de ser e de agir.
Já Padre Marcelo abordou a temática “CEBs e o Ano Jubilar: Igreja Peregrina de Esperança do Reino”, trazendo o convite a esperançar com indignação e coragem.
Ele explica que “a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las. Isto nos ensina que mais que esperar de braços cruzados, devemos viver, permanentemente, movidos pela esperança, que é o próprio Cristo”, explica.
O sacerdote finaliza dizendo que, “somos, pois, chamados a alimentar a esperança em uma sociedade mais justa, mais fraterna e reconciliada, que supere as desigualdades, ou seja, tudo o que rouba a dignidade das pessoas, o sonho de felicidade incutido no coração da humanidade. Esta é a esperança que não confunde (Rm 5,5) e que faz de nós, CEBs, peregrinos de Esperança. Neste Jubileu, reafirmamos a esperança de que, com Jesus, podemos transformar a realidade”, finaliza Padre Marcelo.
Texto: Flávia Ribeiro – Adaptado
Fotos: Eliete e Flávia