Ao longo dos 12 meses em que foi realizado o Ano Santo da Esperança na Arquidiocese de Mariana, a Primaz de Minas recebeu mais de 22.700 peregrinos, que foram recepcionados por um total de 250 voluntários divididos em quatro equipes de trabalho.
No total foram registrados 61 jubileus oficiais para a Catedral Basílica Nossa Senhora da Assunção, que se tornou o principal destino das peregrinações, acolhendo expressivas mobilizações de diferentes realidades eclesiais.
Entre os momentos de maior destaque estiveram o Jubileu do Apostolado da Oração e do MEJ, que reuniu mais de 1.600 peregrinos; o Jubileu da Juventude, integrado ao Dia Nacional da Juventude (DNJ), com a presença de mais de 1.300 jovens; e a peregrinação de mais de 2.000 catequistas de toda a Arquidiocese.

Também marcaram o Ano Santo o Jubileu das Bandas, com a participação de 345 músicos; o Jubileu das Escolas, que levou cerca de 700 estudantes à Catedral; a peregrinação do Clero, da Vida Consagrada, das Novas Comunidades, da Renovação Carismática Católica, da Pastoral Afro-Brasileira, da Pastoral Familiar, do Terço dos Homens e dos Comunicadores, além de inúmeras peregrinações paroquiais vindas de diversas cidades do território arquidiocesano.
Um dos sinais mais significativos do Jubileu da Esperança foi a atenção dedicada às periferias humanas. A Pastoral Carcerária promoveu celebrações jubilares em unidades prisionais da Arquidiocese, alcançando centenas de pessoas privadas de liberdade, com destaque para o presídio de Ponte Nova (MG), onde mais de 350 encarcerados receberam o sacramento da reconciliação.

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O Jubileu da Esperança em Mariana contou com um trabalho articulado e humano realizado pelas equipes de voluntários que atuaram ao longo de todo o percurso das peregrinações.
A primeira etapa do acolhimento aconteceu no Terminal Turístico Manoel da Costa Atayde, onde os peregrinos foram recebidos com alegria e orientados. A partir dali os voluntários conduziam os grupos até o Centro Arquidiocesano de Pastoral, onde uma nova equipe já os aguardava, oferecendo café e um lanche preparado desde as primeiras horas da manhã, criando um ambiente de proximidade, cuidado e fraternidade para quem chega em espírito de fé.

A carmelita Terezinha Marques entrega a Cruz Jubilar para o Promotor Vocacional Pe. Wagner Balbino, durante Jubileu dos Vocacionados. Foto: Paulo César Gouvêa.
No Santuário Nossa Senhora do Carmo, entraram em ação os voluntários da equipe de liturgia e da acolhida, responsáveis por organizar o início das celebrações, orientar os padres e preparar os peregrinos para a caminhada jubilar até a Igreja Mãe de todas as igrejas da Arquidiocese de Mariana.
Os irmãos carmelitas, em comunhão com os voluntários leigos, exerceram a missão de receber os grupos e conduzi-los no trajeto. Mais do que uma orientação logística, o acolhimento se expressa no gesto, no sorriso e no convite: “vem conosco”, numa experiência que reforça a identidade dos fiéis como peregrinos de esperança em Jesus Cristo.

Após as celebrações, outra equipe assume um papel fundamental: o grupo responsável pelo almoço. Também no Centro Arquidiocesano de Pastoral, voluntários serviram a refeição e realizaram toda a limpeza ao final.
Veja o vídeo sobre a equipe de voluntários clicando aqui.
No Ano Santo de 2000 — o Grande Jubileu —, aproximadamente 4 mil crianças vindas de diversas cidades da Arquidiocese se reuniram em 3 de junho, na Praça da Sé, para celebrar o Jubileu da Criança.
O espaço em frente à Catedral tornou-se, naquele dia, ponto de acolhida, encontro e envio, antes da caminhada até o Ginásio Poliesportivo, onde foi celebrada a Eucaristia presidida pelo então Arcebispo Dom Luciano Mendes de Almeida, com a participação da Pastoral da Criança.

Concentração das crianças na Praça da Sé durante o jubileu das Crianças da Arquidiocese de Mariana no ano 2000. Foto: reprodução Jornal Pastoral.
Vinte e cinco anos depois, os mesmos templo e praça voltaram a ser ocupados por crianças e jovens, agora em um novo contexto histórico, mas com o mesmo sentido de fé e pertença.
Em 2025, a Peregrinação das Missões e o Jubileu das Escolas, que reuniu mais de 700 estudantes, registram novamente a presença infantil no coração de Mariana, na Praça da Sé e na Catedral.
O paralelo se torna ainda mais eloquente quando se observa por meio das imagens as crianças do Ano Santo de 2000 e crianças do Jubileu de 2025 fotografadas no mesmo espaço, separadas pelo tempo, mas unidas pela mesma experiência eclesial.

Estudantes do Colégio Arquidiocesano de Ouro Preto e Ouro Branco, durante o Jubileu das Escolas, em setembro de 2025. Foto: Paulo César Gouvêa.
Se em 2000 a Arquidiocese celebrava a vida, denunciava as injustiças contra a infância e agradecia pelos frutos da Pastoral da Criança, em 2025 as novas gerações retornam como peregrinas da esperança, sinalizando que a história continua a se escrever, agora com novos rostos, novos desafios e a mesma fé que atravessa o tempo.
Já os Anos Santos vividos por nossa Igreja Particular em 1975 e 2025 revelam uma dinâmica semelhante de peregrinação, unidade e fé vivida em comunidades diversas.
Entre as edições 772 e 798 do jornal “O Arquidiocesano”, veículo oficial da Arquidiocese de Mariana naquele período, foram realizadas cinco romarias oficiais em 1974 nos domingos específicos — 30 de junho, 21 de julho, 18 de agosto, 8 de setembro e 13 de outubro.

Edição número 778 do Jornal “O Arquidiocesano” de 1974.
Elas reuniram multidões nos principais santuários e basílicas do território diocesano, nas cidades de Conselheiro Lafaiete, Barbacena, Urucânia, Mariana e Congonhas.
Houve a participação de fiéis de todas as localidades e a distribuição de milhares de comunhões nas celebrações presididas pelo então Arcebispo Dom Oscar de Oliveira, como registrou o periódico. Em 30 de junho, na cidade de Conselheiro Lafaiete, cerca de 7 mil fiéis participaram da romaria ao “Santuário Arquidiocesano do Sagrado Coração de Jesus”.

Matéria do jornal “O Arquidiocesano” que relata a Romaria do Ano Santo a Congonhas, em 1974.
Já em 21 de julho, em Barbacena, a Basílica de São José Operário “ficou completamente tomada” por clero, religiosos e fiéis vindos de inúmeras paróquias, com a distribuição de aproximadamente 2 mil comunhões e atendimento confessional contínuo até às 20h15.
Estiveram presentes representações de Congonhas, Conselheiro Lafaiete, Carandaí, Capela Nova, Ibertioga, Alfredo Vasconcelos, Antônio Carlos, Tugúrio, Paiva, Oliveira Fortes, Ressaquinha, Correia de Almeida, Desterro do Melo, entre outras localidades.
Texto: Paulo César Gouvêa/Arquidiocese de Mariana