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Cinco anos de lama e luta

05 de novembro de 2020 Arquidiocese

Cinco anos depois do rompimento da barragem de Fundão os atingidos e atingidas continuam com seus direitos violados. O mar de lama, que matou 19 pessoas, destruiu as comunidades de Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo e Gesteira, prejudicou seriamente várias localidades nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, ainda deixa muitas marcas.

“Os atingidos seguem bem apreensivos com todos os processos. As famílias adoecidas, o risco de contaminação ambiental, que já foi apontado por vários estudos pelo rejeito tóxico, continua. O processo indenizatório com as propostas oferecidas pela Renova é bastante a quem dos danos sofridos. A Renova segue considerando várias famílias inelegíveis ao processo indenizatório. Eles seguem na luta, mas com um agravante, que é o contexto da pandemia. Que dificulta a luta social e a busca pelo direito a ser reparado com a dignidade”, ressaltou o assessor da Cáritas, Gladson Figueiredo.

Para as famílias atingidas, o dia 5 de novembro de 2015 jamais se apagará da memória, e o processo reparação longe de finalizar.  Segundo Gladston, a previsão para a finalização do processo de reassentamento é fevereiro de 2021, mas a empresa já recorreu sobre esse prazo. “Uma vez que as empresas recorreram desse prazo já quer dizer que eles não vão cumprir, pois se elas fossem cumprir, elas não teriam recorrido a esse prazo. Estamos aguardando julgamento, está em segunda instância”, disse.

Mesmo com o contexto da pandemia, serão projeções em diversas cidades e ações nas redes sociais que buscam ampliar as vozes que ainda vivem diariamente o crime continuado. Em Mariana, o arcebispo, Dom Airton José dos Santos, irá celebrar em memoria das vítimas às 18h. Na comunidade de Paracatu de Baixo será celebrada uma missa às 16h.