O Clero da Arquidiocese de Mariana, reuniu-se na manhã dessa segunda-feira, dia 24 de fevereiro, em Mariana (MG), para realizar a sua peregrinação do Ano Jubilar. A concentração foi na Igreja de Nossa Senhora do Carmo e seguiu em caminhada em direção a Catedral da Sé, no intuito de expressar a fé, a união e a comunhão com toda a Igreja de Cristo neste Ano Santo da Esperança.
Como pastor e guia, esteve à frente da peregrinação e celebração, o Arcebispo Metropolitano de Mariana, Dom Airton José dos Santos, com a presença dos bispos filhos da Arquidiocese, Dom Edmar José da Silva e Dom José Eudes Campos do Nascimento.
Dom Airton destaca que os sacerdotes são os primeiros a fazerem a peregrinação, para serem motivo de toda comunidade vir e fazer o mesmo, “pois eles são os responsáveis pela formação, animação e acompanhamento do povo nas paróquias, nas comunidades, nos movimentos e nas associações. Eles são os primeiros a fazerem essa peregrinação, não o primeiro na ordem cronológica, mas por que eles motivam o povo a vir e para animar motivar os que já vieram”, destaca o prelado.
O Reitor da Catedral da Sé, Padre Geraldo Dias Buziani, deu as boas-vindas ao clero recitando alguns trechos da fala do Papa Francisco, que diz:
“Ser sacerdote é ser outro Cristo, é tornar-se lama no choro do povo e, quando virem pessoas destruídas… ofereçam a elas pedaços de vocês mesmos, como Cristo faz na Eucaristia. Por favor, doem-se gratuitamente, porque tudo o que vocês têm, vocês receberam gratuitamente. Não se esqueçam da gratuidade.” (Papa Francisco)
Logo após as orações jubilares, com a Cruz de Cristo erguida, Dom Airton peregrinou em direção a Catedral da Sé, acompanhado de todos os padres da Arquidiocese, que cantavam hinos de louvor a Deus durante a caminhada.
À chegada, a peregrinação entra na Catedral ao som do coral entoando o cântico do Salmo 23, “é assim a geração dos que O procuram, vossa paz, ó Senhor Deus de Israel”, e, em seguida, com o hino do Jubileu, “chama viva da minha esperança, este canto suba para ti, seio eterno de infinita vida, no caminho eu confio em ti”.
Diante da Cruz do Jubileu, todo clero professa sua fé em Cristo ressuscitado e, na oportunidade, Dom Airton convida a assembleia para rezar na intenção do Papa Francisco, em especial, pela sua saúde e pelo seu reestabelecimento.
Contemplando ainda a Cruz, que é a meta de todo peregrino, a oração “Alma de Cristo” é rezada:
Alma de Cristo, santificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro das Vossas chagas, escondei-me. Não permitais que eu me separe de Vós.
Do inimigo maligno, defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me.
Mandai-me ir para Vós, para que Vos louve com os Vossos Santos
Pelos séculos dos séculos. Amém.
O representante do Clero da Arquidiocese, Padre Mauro Lúcio de Carvalho, evidencia sua satisfação ao ver o clero renovando sua confiança e sua esperança em Jesus Cristo. “É uma alegria organizar essa peregrinação e ver os padres participando, trazendo no coração a sua esperança de renovar a fé de que Deus está no meio de nós, e voltar para as paróquias, levando para o povo, essa esperança. Então esse dia ficará marcado no coração da arquidiocese e dos nossos padres,” evidencia o sacerdote.
Ao final da celebração, o clero rezou a oração oficial do Jubileu da Esperança 2025.
Oração Oficial do Jubileu 2025
Pai que estás nos céus, a fé que nos deste no teu filho Jesus Cristo, nosso irmão, e a chama de caridade derramada nos nossos corações pelo Espírito Santo despertem em nós a bem-aventurada esperança para a vinda do teu Reino. A tua graça nos transforme em cultivadores diligentes das sementes do Evangelho que fermentem a humanidade e o cosmos, na espera confiante dos novos céus e da nova terra, quando, vencidas as potências do mal, se manifestar para sempre a tua glória. A graça do Jubileu reavive em nós, Peregrinos de Esperança, o desejo dos bens celestes e derrame sobre o mundo inteiro a alegria e a paz do nosso Redentor. A ti, Deus bendito na eternidade, louvor e glória pelos séculos dos séculos. Amém!
Após a caminhada peregrina, a Santa Missa foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Mariana, Dom Airton José dos Santos, e concelebrada pelos bispos, filhos da Arquidiocese, Dom Edmar José da Silva e Dom José Eudes Campos do Nascimento. Estima-se que mais de 110 padres e diáconos estiveram presentes.
Durante a homilia, Dom Airton recorda que os sacerdotes são ministros ordenados a exemplo de Jesus Cristo, “por participação no sacerdócio de Cristo é que nós somos sacerdotes, não somos sacerdotes porque estudamos ou porque somos melhores, é porque o Senhor nos chamou, nos escolheu e nos enviou”, recorda.
Fazendo referência ao Evangelho (Lc 4, 16-21), em que Jesus entra na Sinagoga, pega o livro do profeta Isaías e lê o trecho que fala do servo sofredor, o prelado se dirige ao clero explicando que o servo sofredor “é aquele que recebeu o espírito do Senhor para realizar todas aquelas ações. Evangelizar os pobres é a primeira ação e nós devemos fazer isso com empenho, com a nossa vida, com o nosso testemunho, com palavras e com nosso comportamento. É assim que testemunhamos ser discípulos de Cristo, como sacerdote, como ministro da igreja, agimos in persona Christi, é Cristo que age em nós”, explica o prelado.
Dom Airton também ressaltou que todos os sacerdotes são Peregrinos de Esperança e que cada um é responsável por levar essa esperança a todas as pessoas que lhes procuram e querem se encontrar com Jesus Cristo.
Após a celebração, todos os sacerdotes ficarão reunidos até quinta-feira, dia 27, para o Encontro Anual do Clero, no distrito de Cachoeira do Campo, em Ouro Preto (MG). Momento de partilha, oração, união e fortalecimento da fé.
Texto e foto: Dacom/Arquidiocese de Mariana
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