quinta-feira

, 30 de maio de 2024

Conselho Episcopal Pastoral da CNBB aponta pistas pastorais para o quadriênio 2023-2027

23 de maio de 2023 Igreja no Brasil

O Conselho Episcopal Pastoral (Consep), com nova formação após o processo eletivo na 60ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), se encontra na sede da Conferência, em Brasília (DF), de 23 a 24 de maio, para a primeira reunião de gestão do quadriênio 2023-2027. Integram o Consep, segundo o Estatuto da CNBB, os quatro membros da presidência da entidade, os presidentes das 12 comissões episcopais, assessores e convidados dos organismos da Igreja no Brasil.

Núncio apostólico no Brasil, dom Giambattista Diquattro, abre a reunião do Consep. | Fotos: Luiz Lopes/Willian Bonfim – Ascom CNBB.

O núncio apostólico no Brasil, dom Giambattista Diquattro, participou da abertura da reunião. Ao agradecer a presença do representante do Papa Francisco, o novo secretário-geral da CNBB e coordenador da reunião, dom Ricardo Hoepers, destacou que os membros do Consep estão vivendo um momento histórico com o processo do Sínodo.

“Estamos fazendo acontecer as coisas que não são nossas. São de Deus, como a evangelização. Estamos vivendo, como Consep, um caminho que ficará gravado no nosso coração”, disse.

Para contextualizar os novos bispos que integram o Consep, os membros da presidência apresentaram os passos feitos pela nova presidência. “Continuidade” foi a palavra que o arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da CNBB, dom Jaime Spengler, usou para sintetizar o desejo expresso pela 60ª Assembleia Geral da CNBB.

“Somos quatro membros da presidência, nenhum mais importante que o outro. Somos todos, presidência e membros do Consep, responsáveis por levar adiante esta missão que a Assembleia nos confiou, sempre à luz das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), que o Senhor nos ajude e deixemo-nos orientar uns pelos outros, fazendo o nosso melhor para a obra da evangelização na Igreja no Brasil”, disse.

O arcebispo de Goiânia (GO) e primeiro vice-presidente da CNBB, dom João Justino de Medeiros, recordou que na primeira reunião da atual presidência, ainda em Aparecida (SP), foram apresentados como caminhos a seguir o tema da continuidade do que está dando certo, sobretudo no aspecto da gestão eclesial e pastoral levado a cabo pela presidência anterior, e a necessidade de aprofundar pontos que precisam avançar na caminhada da Igreja no país.

O bispo de Garanhus (PE) e segundo vice-presidente da CNBB, dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, em referência aos avanços na gestão eclesial e pastoral, apontou também a necessidade de a CNBB expandir e planificar a gestão junto às dioceses e aos 19 regionais da Conferência. “Como podemos cooperar neste grande processo de planificação para construir uma sociedade marcada pela cultura do diálogo e do encontro?”, questionou.

O novo secretário-geral da CNBB apresentou aos participantes uma visão geral do processo de transição desde a sua chegada à sede da entidade. O bispo disse que encontrou na CNBB um corpo técnico com alto grau de profissionalismo, compromisso e senso de evangelização. Destacou também o avanço no campo da transparência na gestão, conquista, em sua avaliação, consolidada e ampliada nos últimos quatro anos da última presidência.

Dom Ricardo falou ainda sobre as primeiras reuniões que participou desde sua chegada: Avaliação Gerencial Mensal, com os coordenadores de departamento da CNBB, Edições CNBB, Centro de Convivência e Fortalecimento de vínculos ‘Correndo atrás de um sonho’. “Qualquer número e detalhe de cada departamento podemos ter acesso imediatamente. Nós temos um mundo aqui e as necessidades do mundo desembocam também aqui. Só no dia a dia temos a noção da importância e a dimensão deste espaço”, disse.

Pistas pastorais

Após este primeiro momento, a coordenação da reunião abriu a palavra para as  considerações dos bispos presidentes das Comissões Episcopais e assessores.  O assessor da Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação, Danilo Pinto, apontou a necessidade de avançar no novo quadriênio, a exemplo do trabalho feito nos últimos quatro anos com os departamentos na sede, no estabelecimento de indicadores para o trabalho das comissões episcopais. Ele citou, como exemplo, que a sinodalidade e a amizade social, duas categorias trabalhadas pelo Papa Francisco, poderiam balizar a construção destes indicadores. Ele reforçou também a necessidade de ter um programa de ambientação para os novos assessores que chegarão para o trabalho nas comissões.

O bispo de Rondonópolis–Guiratinga (MT) e novo presidente da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial da CNBB, dom Maurício da Silva Jardim, também reforçou a necessidade de todas as comissões terem um “fio condutor” que oriente o pastoral a produzir materiais e processos com linhas comuns.

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e presidente da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé, dom Joel Portella Amado, ratificou a necessidade de ter “fios condutores” comuns e também da necessidade a CNBB desenvolver iniciativas na linha da amizade social, do perdão e da reconciliação. O arcebispo de Santa Maria (RS) e presidente da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética, dom Leomar Antônio Brustolin, falou da importância de não organizar a ação pastoral da CNBB em torno a temas, mas em torno de processos.

Ainda na primeira sessão da reunião, os bispos discutiram o papel do Consep à luz das definições dos novos Estatuto e Regimento da CNBB. O presidente da instituição, dom Jaime Spengler, e o segundo vice-presidente, dom Paulo Jackson, apresentaram reflexões em torno da 39ª assembleia do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho, evento do qual participaram recentemente representando a CNBB e no qual dom Jaime foi também eleito para presidir o Conselho. Também foram apresentadas, na primeira parte da reunião, pelo então assessor político da CNBB, padre Paulo Renato, as linhas gerais do trabalho de relações instituições e governamentais desenvolvido nos últimos sete anos na entidade. A primeira parte da reunião foi concluída com um almoço oferecido aos membros do Consep pela Nunciatura Apostólica no Brasil.

Texto: CNBB

Fotos: Luiz Lopes/Willian Bonfim – Ascom CNBB.