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, 10 de maio de 2026

FDLM realiza IV encontro de egressos e celebra reedição da obra de Mons. Raymundo Trindade

17 de abril de 2026 Arquidiocese

A Faculdade Dom Luciano Mendes (FDLM) realizou, através do seu canal no YouTube, no dia 16 de março de 2026, o IV Encontro de Egressos comemorativo aos 280 anos da Arquidiocese de Mariana. O tema do encontro foi a reedição do livro “Arquidiocese de Mariana: Subsídios para sua História”, volume um, 3ª edição, do Cônego Monsenhor Raymundo Luiz Trindade.

A mesa foi aberta pelo Diretor-Geral da FDLM, Pe. Euder Canuto; o Diretor Acadêmico, Pe. Edvaldo Antônio de Melo e o professor e coordenador do projeto de reedição da obra, João Paulo da Silva. O trabalho de reedição compõe o Projeto Memória organizado pela instituição com intuito de resgatar, tornar público e acessível a rica história da Arquidiocese.

Participaram também, os alunos colaboradores da reedição, os seminaristas Samir Marques e Gustavo Araújo e Pe. Luís Antônio Reis Costa, admirador da obra do Cônego e responsável pelo prefácio da reedição.

Em sua explanação, João Paulo destacou dois pontos cruciais da reedição. O primeiro foi o início dos trabalhos, que, segundo ele, “foi iniciada em 2023, com o desejo dos alunos Gustavo e Samir, que à época estavam no primeiro ano de filosofia”, destacou.

Em segundo lugar, ele ressaltou a importância da obra como tema do encontro de Egressos.

“A edição da obra, que trata da história da Arquidiocese, do Seminário de Mariana e, por consequência, da Faculdade Dom Luciano Mendes. Acredito que o tema se encaixa perfeitamente para discutirmos nossa história”, ressaltou.

O coordenador do projeto demostrou, ainda, a relevância da obra magna de Monsenhor Raymundo Trindade para história da Arquidiocesana de Mariana.

Dessa forma, o Prof. Dr. Pe. Luís Antônio Reis Costa, autor do prefácio, analisou a singularidade e as possibilidades que o Monsenhor Trindade abriu com sua obra.

“A riqueza dessa obra, portanto, está em revelar a complexidade, as contradições, as possibilidades, os caminhos trilhados e os caminhos impedidos nessa relação, ou melhor, nesse feixe de relações que é tão complexo, tão paradoxal, relações entre religião e poder político na esfera pública”, analisou.

A maestria de como Côn. Mon. Raymundo Trindade mergulhou na pesquisa e no estudo da fé na Arquidiocese é considerado um marco atualmente.

Ao final, o seminarista Samir Marques questionou sobre “O que está faltando para que surja novos Trindades? Com dedicação à Igreja, à história e à formação do povo?”. Para responder ao questionamento, Pe. Luís Antônio salientou que realizar os mesmos feitos é impossível, até por ser outro momento histórico. Porém, ele o aconselhou a abrir o coração e a mente nessa importante etapa de sua formação.

Para concluir o encontro e incentivar os egressos, Pe. Luís, relembrou uma carta recebida à época pelo Monsenhor Alves, Vigário-Geral do Arcebispado do Rio de Janeiro e anexada pelo Mon. Trindade a um dos volumes.

A carta diz o seguinte “O ótimo é inimigo do bom. Se quisermos fazer alguma coisa, contentemo-nos em ser bastante criticados. Se formos esperar pelo ótimo ou pelo bom, nada faremos”.

Para ir de encontro a esse pensamento, Pe. Luís reafirmou-o lembrando que “nós estamos num ambiente intelectual muito policiado, com uma espécie de censura. E o pior de tudo é quando o próprio intelectual introjeta essa censura, ele não se expõe”, reafirmou.

Texto: Pedro Victor sob supervisão profissional 
Imagens: Prints da live

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