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, 13 de junho de 2024

Jubileu 2025: conheça a bula de proclamação do Ano Santo e como obter indulgência plenária

29 de maio de 2024 Igreja no Mundo

Realizado a cada 25 anos, a Igreja se prepara para viver o Jubileu da Esperança em 2025. Seguindo a tradição, o Papa Francisco divulgou, em 9 de maio, a bula de proclamação do Jubileu intituladaSpes non confundit”, em português, a esperança não decepciona.

O documento, dividido em 25 pontos, contém súplicas, propostas, apelos em favor dos presos, dos doentes, dos idosos, dos pobres, dos jovens, e anuncia as novidades de um Ano Santo que terá como tema “Peregrinos de esperança”.

Uma data comum para a Páscoa

No documento, o Papa Francisco recorda dois importantes aniversários: a celebração em 2033 dos dois mil anos da Redenção e os 1700 anos do primeiro grande Concílio Ecumênico de Nicéia, que entre outros temas tratou também da definição da data da Páscoa. Ainda hoje, “posições diferentes” impedem a celebração no mesmo dia do “o evento fundante da fé”, ressalta, lembrando que, no entanto, “por uma circunstância providencial, isso acontecerá precisamente no ano de 2025” (17).

“Seja isto um apelo a todos os cristãos do Oriente e do Ocidente para darem resolutamente um passo rumo à unidade em torno duma data comum para a Páscoa.”

A abertura da Porta Santa

Em meio a essas “grandes etapas”, o Papa estabelece que a Porta Santa da Basílica de São Pedro será aberta em 24 de dezembro de 2024. No domingo seguinte, 29 de dezembro, o Pontífice abrirá a Porta Santa da Basílica de São João de Latrão; em 1º de janeiro de 2025, Solenidade de Maria Mãe de Deus, a de Santa Maria Maior e, em 5 de janeiro, a Porta Santa de São Paulo Fora dos Muros. As três Portas serão fechadas no domingo, 28 de dezembro do mesmo ano. O Jubileu terminará com o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro em 6 de janeiro de 2026.

Sinais dos tempos

O Sumo Pontífice espera que “o primeiro sinal de esperança” do Jubileu “se traduza em paz para o mundo, mais uma vez imerso na tragédia da guerra”.

“Esquecida dos dramas do passado, a humanidade encontra-se de novo submetida a uma difícil prova que vê muitas populações oprimidas pela brutalidade da violência. Faltará ainda a esses povos algo que não tenham já sofrido? Como é possível que o seu desesperado grito de ajuda não impulsione os responsáveis das Nações a querer pôr fim aos demasiados conflitos regionais, cientes das consequências que daí podem derivar a nível mundial? Será excessivo sonhar que as armas se calem e deixem de difundir destruição e morte?”.

Na bula, o Papa Francisco afirma também que sinais dos tempos devem ser oferecidos à população carcerária, aos idosos, aos pobres e aos jovens.  Saiba mais AQUI

Além disso, ele convida a olhar para o testemunho dos mártires, pertencentes às diversas tradições cristãs, e expressa o desejo de que durante o Ano Santo esteja presente o aspecto ecumênico.

Outro convite especial do Pontífice foi às Igrejas Orientais, que “tanto sofreram, muitas vezes até à morte, pela sua fidelidade a Cristo e à Igreja”, e aos ortodoxos que já estão vivendo “a peregrinação da Via-Sacra, sendo muitas vezes obrigados a deixar as suas terras de origem, as suas terras santas, donde a violência e a instabilidade os expulsam rumo a países mais seguros”.

A importância da Confissão

O Santo Padre também se refere ao sacramento da Penitência e anuncia a continuação do serviço dos Missionários da Misericórdia, estabelecido durante o Jubileu extraordinário. Aos bispos, pede que os enviem a lugares onde “a esperança está posta a dura prova, como nas prisões, nos hospitais e nos lugares onde a dignidade da pessoa é espezinhada, nas situações mais desfavorecidas e nos contextos de maior degradação, para que ninguém fique privado da possibilidade de receber o perdão e a consolação de Deus”. (23)

Leia a bula completa AQUI

Como obter a indulgência plenária?

Foto: Pixabay

Já no dia 13 de maio, a Penitenciária Apostólica do Vaticano divulgou o documento que trata da concessão da indulgência durante o Jubileu Ordinário de 2025. No texto, o Tribunal de Misericórdia, como se definiu o órgão, destaca que “pretende estimular os ânimos dos fiéis a desejar e alimentar o piedoso desejo de obter a Indulgência como dom de graça, próprio e peculiar de cada Ano Santo”. Fiéis de todo o mundo poderão lucrar as indulgências tanto nas peregrinações a Roma, onde estarão as Portas Santas, quanto nas peregrinações a catedrais e santuários locais, por exemplo.

O texto da Penitenciária Apostólica estabelece as prescrições para que os fiéis possam usufruir das “disposições necessárias para poder obter e tornar efetiva a prática da Indulgência Jubilar” (Spes non confundit, 23).

“Durante o Jubileu Ordinário de 2025, permanecem em vigor todas as outras concessões de Indulgência. Todos os fiéis verdadeiramente arrependidos, excluindo qualquer apego ao pecado (cf. Enchiridion Indulgentiarum, IV ed., norm. 20, § 1) e movidos por um espírito de caridade, e que, no decurso do Ano Santo, purificados pelo sacramento da penitência e revigorados pela Sagrada Comunhão, rezem segundo as intenções do Sumo Pontífice, poderão obter do tesouro da Igreja pleníssima Indulgência, remissão e perdão dos seus pecados, que se pode aplicar às almas do Purgatório sob a forma de sufrágio”.

As formas de alcançar as indulgências estão organizadas em três pontos: nas sagradas peregrinações; nas piedosas visitas aos lugares sagrados; e nas obras de misericórdia e de penitência.

O que são indulgências?

As indulgências podem ser consideradas formas com que a Igreja manifesta a misericórdia de Deus aos seus fiéis. Por meio delas, a misericórdia Divina alcança o pecador perdoado e liberta-o de qualquer resíduo das consequências do pecado.

Os documentos da Igreja ensinam que, com a indulgência, ocorre a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa. Assim, após a reconciliação pelo Sacramento da Penitência – com perfeita contrição, sem nenhum afeto ao pecado -, e cumpridas as demais condições, o fiel recebe graças especiais para a remissão de algum “resquício do pecado”. Leia o documento na íntegra AQUI 

Conheça o hino do Jubileu 2025:

Texto: CNBB/Adaptado