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Missa em ação de graças a São Roque é celebrada em Mariana

18 de agosto de 2020 Arquidiocese

Uma missa em ação de graças a São Roque, promovida pela Ordem Franciscana Secular, foi celebrada no último domingo (16), junto à Solenidade da Assunção de Maria. Nesta missa foi realizada a bênção do pão e água, devido a pandemia, este ato foi realizado através dos meios de comunicações.

Neste ano, Mariana comemora os 250 anos da chegada da imagem de São Roque no município. O santo, advogado contra a peste, fome e guerra, é bastante popular nas cidades de Ouro Preto e Mariana. Conheça alguns relatos dos devotos.

Para Ana Maria Silva, devota de São Roque e integrante do coral Santo Elias, falar do santo é uma honra. “Eu e minha família temos muita devoção à este Santo. Já nos ajudou muito. Como moradora da Rua Nova, fico triste por não ter a igreja aberta para que todos os fiéis possam assistir às missa seguida da novena, e no dia da festa de São Roque sairmos em procissão! É um ano atípico, pois esta pandemia chegou sorrateiramente mudando nossas vidas. Peço ao glorioso São Roque que intercede por todos nós junto ao Pai, para que os cientistas achem a vacina e se Deus assim permitir, a cura desta pandemia”, disse.

Cristiana Navarro, integrante do Coral Santo Elias e festeira do ano de 2019, relata que sua paixão por São Roque vem desde criança, quando vinha de Belo Horizonte (cidade onde morava) para participar da festa. “Sempre ouvi dos meus avós que ele era um santo milagroso, que ele de fato era um poderoso intercessor. Meu saudoso avô Vicente me contava que São Roque curava das mais simples enfermidades até as que não tinham mais solução, consideradas impossíveis para a cura. Quando descobrimos o câncer do meu avô, no ano de 2010, São Roque era o nosso consolo, a nossa força, confiávamos plenamente que meu avô ficaria mais tempo ao nosso lado, já que ele estava desenganado pelos médicos. Assim vivemos por mais dois anos e oito meses, onde o corpo do meu avô já não aguentava mais as dores e as mazelas causadas pelo câncer e foi para perto de Deus Pai. Para quem foi desenganado pela equipe médica, viver mais dois anos e oito meses, tendo quase 100 anos de idade, é um verdadeiro milagre. Milagre esse que só poderia ser de São Roque”, ressalta.

No ano de 2019, Cristina e sua família foram os provedores da Festa de São Roque. “No dia 16 de agosto daquele ano, na missa das 15h, fiz parte da liturgia. Não pude conter minhas lágrimas ao ouvir as canções dedicadas à São Roque. Ficava me perguntando: será que sou merecedora de tamanha benção? Será que eu estou aqui de fato ou estou sonhando? A novena começou, e cada dia que passava era uma emoção diferente. Não tinha noção da intensidade da devoção dos marianenses ao nosso querido protetor. A igreja lotada todos os dias, pessoas fitando olhares ao santo fervorosamente, parecia que eu estava no céu. O grande dia da festa chegou, a procissão lotada de fiéis, cânticos, velas acesas, lágrimas de emoção no rosto, tudo aquilo me mostrava que eu não poderia ter sido mais agraciada por Deus do que ter essa oportunidade de promover, junto à Ordem Franciscana Secular de Mariana (MG), essa festa tão bonita e tão importante para o nosso município. São Roque é realmente um santo muito amado por todos nós. Que possamos levar nossa fé e devoção para as futuras gerações, não deixando esse amor morrer”, disse.

Leonardo Francisco, devoto do santo, conta que sua devoção a São Roque veio como herança de família. “Minha família sempre esteve ligada intimamente à ordem terceira da penitência de Mariana. Sei que em primórdios do século XX, meus tios bisavós, José Venéro Mesquita e Margarida Bicalho eram os responsáveis pelo são Francisco. Dona Margarida como organista do coro do São Francisco e da Sé, e José Venéro como Sacristão e ministro da Ordem. Minha avó me contava, que desde este tempo já havia grande movimentação na família quando o assunto era os festejos de São Roque. Minha bisavó e minha tia avó foram por muitos anos floristas da igreja e São Francisco e zeladoras dos andores da procissão de cinzas, sendo um deles o de São Roque, e Senhor dos Passos da Sé. Além de cuidarem da ornamentação, cuidavam das vestes desse milagroso Santo, São Roque. Até minha avó é responsável pela alvas de São Roque. Portanto, tendo esse peso familiar envolvido juntamente com a devoção ao piedoso Santo, tive a graça de herdar essa devoção, e atuar em ajuda no que for preciso nas realizações da festa do tão amado Santo do povo marianense”, disse.