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Missão do Grito anima moradores de Congonhas e abre portas para fortalecimento da organização do povo

02 de setembro de 2019 Arquidiocese

A Missão do Grito dos Excluídos foi encerrada, em Congonhas, na última quinta-feira (29). Agentes de comunidades e movimentos sociais e populares de Mário Campos (perto de Brumadinho), Ouro Preto, Presidente Bernardes, Catas Altas, Cipotânea e Congonhas fizeram-se presentes. A programação incluiu formação dos agentes, visitas às famílias do Bairro Residencial, encontros na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, nas comunidades São Geraldo e Santa Luzia e confraternização.

A avaliação dos participantes é que o objetivo da Missão foi alcançado. Os moradores visitados, em torno de 300 famílias, no Residencial, ficaram motivados a participar do Grito, no dia 7 de setembro. Foram identificadas em torno de 20 referências no Bairro, que ajudarão a formar grupos de famílias por rua. A Missão ajudou, ainda, toda a cidade a compreender melhor o sentido do Grito.

Os participantes ajudaram, também, a definir um gesto concreto do Grito: apoio à abertura da Creche dom Luciano, que funcionava no Residencial e atendia 130 crianças, e não iniciou o Ano Letivo/2019 por causa da insegurança do complexo de barragem Casa de Pedra (CSN). A empresa, causadora do problema, tem a obrigação de sua reabertura em local seguro e a Prefeitura de Congonhas tem a responsabilidade pela logística de retomada desse serviço elementar já que política pública não se terceiriza.

O complexo de barragem Casa de Pedra, localizada em área urbana, acumula 94 milhões de m3 de rejeito de minério, o que equivale a duas montanhas do tamanho do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro; a duas barragens de Fundão, que se rompeu no dia 5 de novembro de 2015 e a pelo menos 7 ‘Brumadinho’, que se rompeu no dia 25 de novembro de 2019. Moradores da área de Risco de Casa de Pedra teriam apenas 8 segundos para correr da morte em caso de rompimento.

Além do Residencial, há outros bairros da área de autosalvamento da barragem de rejeito, somando, ao todo, 5 mil moradores. Por isso a importância da organização do povo para que seja sujeito de lutas e conquistas, evitando, assim, novos crimes semelhantes aos da Vale, em Mariana e Brumadinho.

O Grito dos Excluídos, em Congonhas, é realizado pela Dimensão Sociopolítica da Arquidiocese de Mariana em parceria com segmentos organizados da sociedade. Neste ano, a concentração será no bairro Residencial, com café comunitário, celebração e caminhada de dois quilômetros e meio até o Santuário do Bom Jesus.

 

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