segunda-feira

, 04 de março de 2024

No Dia da Amazônia, Igreja no Brasil chama a atenção para a importância da maior floresta tropical do mundo

05 de setembro de 2022 Igreja no Brasil

Nesta segunda-feira, 05 de setembro, celebra-se o Dia da Amazônia. A data comemorativa foi instituída pela Lei nº 11.621, de 19 de dezembro de 2007, com o intuito de conscientizar as pessoas sobre a importância da maior floresta tropical do mundo e da sua biodiversidade para o planeta e está ligada à instituição da Província da Amazônia, em 1850, por Dom Pedro II.

Neste dia, iniciativas da Igreja no Brasil chamam a atenção para a importância da Floresta Amazônica e sua preservação.

Mensagem do presidente da CNBB

Nessa data, o Arcebispo de Belo Horizonte (BH) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, escreveu um artigo sobre a eleições Votos de vida ou morte’. No texto, dom Walmor destaca a inter-relação e os problemas que afetam as metrópoles e as matas brasileiras.

“Bem sabemos que a Amazônia está entre os principais patrimônios do País. Sua importância é muito maior que qualquer interesse ligado ao acúmulo de dinheiro. A sua devastação leva a consequências graves que não se restringem aos povos da floresta – naturalmente os primeiros a sofrerem”.

No artigo, dom Walmor aponta ainda que neste ano eleitoral, o cidadão brasileiro não pode considerar que a devastação da Amazônia é um problema distante.

“Quando são consideradas a interdependência entre tudo que existe no planeta, a singularidade e a preciosidade da Amazônia, facilmente se reconhece um critério importante para bem escolher dentre os que disputam cargos eletivos: o compromisso com a proteção da Amazônia”.

Leia o artigo na íntegra AQUI

Palavra do Cardeal da Amazônia

O Arcebispo de Manaus, Cardeal Leonardo Steiner, recordou e celebrou o dia, por meio de um vídeo gravado durante a 59ª Assembleia Geral da CNBB. Dom Leonardo foi intitulado o primeiro cardeal da Amazônia. O anúncio aconteceu no dia 29 de maio em Roma pelo Papa Francisco. Em 27 de agosto, foi criado cardeal, passando a fazer parte do Colégio Cardinalício.

“Quando falamos da Amazônia falamos de um floresta imensa que faz um bem enorme para a toda a humanidade; não apenas para o Brasil e para os países circunvizinhos. Que nós possamos ajudar a cuidar da Amazônia. Nós que somos de credos diferentes, de religiões diferentes, mas cremos na beleza, no mistério, na transcendência e na necessidade de uma sintonia da Casa Comum”, enfatizou.

No vídeo, o cardeal pede para que todos cuidem da “nossa casa”. “Cuidemos da Amazônia e assim estaremos cuidando de toda a humanidade. E que nós nos unamos numa profunda fé, num espírito de oração para que toda a criação louve e bendiga a Deus”.

Confira o vídeo na íntegra:

 Comissão Episcopal Especial para a Amazônia e Repam

Neste dia 5 de setembro, data que marca a celebração do Dia da Amazônia, o arcebispo de Manaus (AM) e presidente da Comissão Episcopal Especial para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Leonardo Ulrich Steiner, e o bispo da prelazia de Marajó (PA) e presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil), dom Evaristo Pascoal Spengler, publicaram a carta: “Tempo de Sonhar uma política para o bem comum na Amazônia”.

No texto, os presidentes da Comissão para a Amazônia da CNBB e da REPAM-Brasil afirmam que “a insaciedade voraz do capital declara sua marcha extrativista e decreta seu avanço rumo à última fronteira da expansão de uma “economia que mata” (cf. EG 53), alicerçada nos grandes projetos predatórios e suicidas, que contaminam e destroem as fontes da vida, secam os rios, aquecem o ar, prejudicam a agricultura familiar, expulsam comunidades, perseguem lideranças e povos, concentram gente em cidades insustentáveis e adoecidas”.

O texto aponta, ainda que, cresce a fome entre a população enquanto grãos, minérios e riquezas são exportados. A violência socioambiental, alimentada pela impunidade, torna mais profunda a desigualdade, causa de dor, sofrimento e morte dos amazônidas. “Está declarada, também, a emergência climática na Amazônia e no Planeta. Assombra-nos as perspectivas fundadas no conhecimento científico de chegarmos a um ponto de irreversibilidade do processo predatório nos territórios amazônicos”, aponta o documento.

A carta aponta que o primeiro passo para a “política melhor”, na Amazônia e no Brasil, é reconquistar o compromisso com um projeto comum (cf. FT, Cap. 5), que reúna todos os povos e integre os/as excluídos/as, no campo, na floresta e na cidade. Essa tarefa compete a todos, particularmente, aos políticos e aos que exercem cargos públicos.

“Comprometidos com a defesa da vida, da dignidade e da cultura dos povos da Amazônia, nós, em nome dos bispos da Amazônia legal brasileira manifestamos nosso repúdio às lideranças políticas, em todas as esferas de poder, que defendem ou promulgam projetos de morte na Amazônia, como a concentração e grilagem da terra, a liberalização do garimpo, a mineração em terras indígenas, o marco legal. Apoiar lideranças que agem assim é tornar-se cúmplice de sua abominável prática”, diz um trecho.

Conheça a íntegra do documento:
“Tempo de Sonhar uma política para o bem comum na Amazônia”

Vigília pela Amazônia 

A Rede Eclesial Pan Amazônica, a Repam, em parceria com outras entidades, realiza uma vigília e convoca todos a rezar pela proteção da Amazônia. O ato acontecerá às 18h, no Centro Cultural Missionário, o CCM, em Brasília (DF).

Texto e imagens: CNBB com adaptações

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