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O ano de São José na Arquidiocese de Mariana

03 de dezembro de 2021 Arquidiocese

Na próxima quarta-feira, dia 08 de dezembro, encerra o Ano de São José, proclamado pelo Papa Francisco em 08 de dezembro de 2020 por ocasião dos 150 anos da proclamação do esposo de Maria como padroeiro da Igreja Católica.

Por essa razão, compartilhamos o artigo escrito pelo Vigário Geral da Arquidiocese de Mariana, Monsenhor Luiz Antônio Reis Costa, sobre o ano de São José nesta Igreja Particular. Este texto foi publicado primeiramente na edição nº 317 do Jornal Pastoral. 

Confira:

A Arquidiocese de Mariana se liga pelos mais estreitos vínculos de fervorosa devoção ao glorioso São José que, junto de Nossa Senhora da Assunção, também é padroeiro de nossa Igreja Particular. Vínculos que possuem venerandas raízes históricas e remontam ao período colonial onde a devoção ao pai adotivo do Senhor se manifestou na fundação das mais antigas irmandades de São José existentes em nosso país tais como as de Ouro Preto (1730), Piranga (1749), Itaverava (1766), Congonhas (1813), Furquim (1818) e na edificação de numerosas igrejas, capelas e retábulos tendo São José por orago principal.

A criação de Paróquias antigas e recentes testemunha igualmente a robustez da devoção a São José na Arquidiocese de Mariana: Barra Longa (1741), Alto Rio Doce (1832), Paula Cândido (1870), Pedra Bonita (1870), Ressaquinha (1925), Joselândia (1941), Barbacena (1959), Congonhas (1984), Ouro Branco (1986), Barão de Cocais (2014), Oratórios (2019). O título de Basílica conferido à grandiosa Matriz de São José, em Barbacena, e a concessão dos jubileus e indulgências em outras localidades indicam o reconhecimento, da parte da Santa Sé, desta fervorosa devoção em nossa Arquidiocese. O nosso Seminário Maior está colocado sob a especial proteção de São José e leva o seu nome.

Desta forma, temos motivos abundantes para acolher com grande entusiasmo e fervor o Ano de São José promulgado pelo Papa Francisco, na comemoração dos 150 anos da proclamação desse santo como especial Protetor de toda a Igreja. Esse ano devocional teve início na Solenidade da Imaculada Conceição de 2020 e será concluído no dia 08 de dezembro de 2021. O Papa Francisco assim sintetiza a descrição de São José, na Carta Apostólica Patris Corde (Com coração de Pai): “Pai amado, pai na ternura, na obediência e no acolhimento; pai com coragem criativa, trabalhador, sempre na sombra” e augura que a reflexão sobre São José nos auxilie na redescoberta do primado da vida espiritual, da dignidade do trabalho e da importância da paternidade e da família. Elencamos algumas sugestões práticas para a realização e dinamização do Ano de São José em nossa Arquidiocese:

  1. A ampla divulgação da Carta Apostólica Patris Corde mediante a sua leitura e reflexão tanto pessoal como comunitária. Nesse sentido, as novenas ou tríduos de São José podem se inspirar na rica abordagem temática oferecida pelo Papa Francisco nesse documento;
  2. O conhecimento, valorização e aproveitamento da riqueza espiritual das indulgências do Ano de São José e a valorização dos  Jubileus de São José que ocorrem na Arquidiocese desde longa data: Alto Rio Doce e Barbacena;
  3. A celebração da Solenidade de São José (19 de março) e da Memória litúrgica de São José Operário (1º de maio), principalmente nas paróquias e comunidades que o têm como padroeiro;
  4. A valorização das práticas de piedade popular tal como indica o Diretório sobre a piedade popular e liturgia (DPPL), publicado pela Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos. Nas práticas devocionais apresentadas por esse diretório encontramos, além da apresentação teológica, litúrgica e pastoral do culto a São José (DPPL n.218-223), a proposta de valorização do “Mês de São José” (Março), das quartas-feiras dedicadas a São José, dos sete domingos que precedem a sua solenidade (19 de março). Tais práticas “deverão ser sintonizadas com o tempo litúrgico do ano” (DPPL n. 223);
  5. O oportuno, criativo e adequado emprego dos meios de comunicação e redes sociais para a divulgação do Ano de São José;
  6. A impressão e ampla distribuição ao povo das orações a São José apresentadas na Patris Corde e da Ladainha de São José;
  7. A redescoberta e releitura de outros documentos magisteriais sobre São José: a Exortação Apostólica Redemptoris Custos (João Paulo II), a Encíclica Bonum Sane (Bento XV) e a Encíclica Quamquam pluries (Leão XIII), hoje facilmente encontradas na internet;
  8. Nesse Ano de São José é igualmente válida a redescoberta dos belos textos de D. Silvério Gomes Pimenta (1840-1922), nosso primeiro Arcebispo e membro da Academia Brasileira de Letras, tais como a Pastoral sobre a devoção a São José, os artigos Ave Joseph e A devoção a São José.

Na dimensão da cultura e da arte o Ano de São José pode e deve ser condignamente celebrado em nossa Arquidiocese. O precioso acervo iconográfico presente em nossos museus e igrejas bem como o notável conjunto de música sacra dedicada ao culto de São José, existente em nosso Museu da Música, merecem o devido destaque, exposição e divulgação durante o presente ano. 

Texto: Monsenhor Luiz Antônio Reis Costa – Originalmente publicado na edição nº 317 do Jornal Pastoral. 

Foto: Seminário São José 

Veja também:

A história da Paróquia de São José de Barra Longa (MG), a mais antiga dedicada a São José na Arquidiocese de Mariana, foi contada na edição nº 320 do Jornal Pastoral. Para ler, CLIQUE AQUI.

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