Mariana (MG) prestigiou uma noite histórica para a música mineira nesta quinta-feira, 11 de dezembro, com o concerto da Orquestra Ouro Preto acompanhada pelo órgão Arp Schnitger da Catedral de Mariana. Ao todo, seis peças foram apresentadas ao público fervoroso, que lotou a igreja e preencheu o templo com sorrisos, aplausos e atenção reverente.
Os ingressos gratuitos começaram a ser distribuídos por volta das 18h e se esgotaram em cerca de dez minutos, gerando uma longa fila de pessoas que aguardavam a possibilidade de novos bilhetes, retirados no anexo do Museu de Arte Sacra, localizado na rua Frei Durão, n.º 49.

Após a Santa Missa presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Mariana, Dom Airton José dos Santos, no Santuário de Nossa Senhora do Carmo, a entrada lateral da catedral foi aberta para os presentes aguardarem, assentados, o último concerto do ano da orquestra que completou 25 anos neste ano.
Envolvidos pela arquitetura barroca secular que o templo ostenta, a cada peça tocada o público ovacionou a organista Josinéia Godinho e a orquestra regida pelo maestro Rodrigo Toffolo.

Rodrigo expressou grande emoção e um forte senso de pertencimento a Minas Gerais ao tocar em uma igreja tão importante e juntamente com um órgão maravilhoso. Ele afirmou se sentir “em casa, em família”.
“Encerrar aqui em Mariana com tantos rostos conhecidos e poder fazer esse concerto com a Josineia, que é uma pessoa tão querida e que respeitamos tanto, é muito importante e muito especial pata todos nós da Orquestra Ouro Preto”, declarou ao final da apresentação.
Isabel Tolentino de Freitas, de 71 anos, disse ter ficado profundamente impressionada com a apresentação do órgão, que nunca havia visto ou escutado antes. Para ela ver um órgão daquele tamanho pela primeira vez em sua idade foi “mágico”.
“É a primeira vez que vejo, achei muito bonito. Para mim é um altar musical. Foi um momento mágico, estou muito feliz”, revelou.

Texto e fotos: Paulo César Gouvêa/Arquidiocese de Mariana
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