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“Os mártires são o sinal de que estamos no caminho certo”, afirma Papa Francisco na intenção de oração para março

05 de março de 2024 Igreja no Mundo

Nas intenções de oração para o mês de março, o Papa Francisco convida a rezar pelos novos mártires, testemunhas de Cristo.

Na mensagem de vídeo, o Pontífice conta “uma história que é um reflexo da Igreja de hoje. É a história de um testemunho de fé pouco conhecido”. O Papa Francisco recorda o testemunho e a dor de um homem muçulmano que ele conheceu ao visitar um campo de refugiados na ilha grega de Lesbos. A esposa dele era cristã. O homem disse ao Papa: “Os terroristas chegaram ao nosso país, olharam-nos e perguntaram qual era a nossa religião. Viram a minha mulher com o crucifixo e disseram-lhe para o atirar ao chão. Ela não o fez e foi degolada na minha frente”. “Histórico”, diz o Papa no vídeo.

Sei que ele não tinha rancor. Centrava-se no exemplo de amor da sua esposa, um amor a Cristo que a levou a aceitar e ser leal até à morte. Irmãos, irmãs, sempre haverá mártires entre nós. É o sinal de que estamos no caminho certo.

“Uma pessoa que sabe dizia-me que há mais mártires hoje do que no início do cristianismo”, acrescenta o Santo Padre, sublinhando como é atual o tema dos cristãos perseguidos e que dão a vida pela sua fé.

A vida das pessoas que se entregam como testemunhas de Cristo são histórias reais. A mensagem de vídeo do mês de março, tem o apoio da Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), uma organização caritativa católica internacional e fundação pontifícia cuja missão é ajudar os fiéis, onde quer que estejam sendo perseguidos, oprimidos ou em situação da carência, por meio da informação, oração e ação.

A coragem dos mártires, o testemunho dos mártires, é uma bênção para todos. Rezemos para que aqueles que em várias partes do mundo arriscam a vida pelo Evangelho contagiem a Igreja com a sua coragem e o seu impulso missionário. E abertos à graça do martírio.

Mártir da Arquidiocese de Mariana

Em 2020, o Papa Francisco reconheceu o martírio da jovem Isabel Cristina Mrad Campos. Natural de Barbacena (MG), ela foi assassinada brutalmente em 1º de setembro de 1982, na cidade de Juiz de Fora (MG), após uma tentativa de violência sexual. Devido aos seus valores cristãos, Isabel Cristina foi uma vítima do ódio a fé. Em 10 de dezembro de 2022, em Barbacena, ela foi elevada à honra dos altares, se tornando a primeira beata da Arquidiocese de Mariana. Conheça mais sobre a sua história AQUI

Católicos mortos devido à fé

Apenas em 2023, chegaram à Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) denúncias em 40 países de pessoas assassinadas ou sequestradas por causa da sua fé. A Nigéria tornou-se o país com o maior número de assassinatos; no Paquistão, na Diocese de Faisalabad, as igrejas e as casas dos cristãos de Jaranwala foram atacadas; e em Burkina Faso, os católicos de Débé foram expulsos de sua aldeia apenas por causa da sua fé. Isto para mencionar alguns exemplos.

Neste contexto, a presidente executiva da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre, Regina Lynch, afirma: “A liberdade religiosa, reconhecida na Declaração Universal dos Direitos Humanos, é um direito inalienável e nenhum cristão deve perder a vida por a exercer. É fundamental garantir o direito de praticar a sua fé como parte da dignidade de todos os seres humanos”. Nesse sentido, ela diz que a intenção de Francisco neste mês é “muito importante para encorajar a oração pelas vítimas de perseguição, bem como para defender aqueles que sofrem discriminação por causa da sua fé. Para além disso, temos de envolver os políticos na defesa dos direitos dos mais vulneráveis”.

Assista ao vídeo com a intenção do Papa:

Texto: Vatican News/Adaptado
Imagem: Reprodução vídeo do Papa

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