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Os servos mais amados do Senhor: Arquidiocese ganha quatro novos diáconos transitórios

28 de outubro de 2019 Arquidiocese

“Saibam, caros seminaristas, o diácono é o servo mais amado do senhor”, lembrou o arcebispo de Mariana, Dom Airton José dos Santos, na missa da ordenação diaconal de quatro, até então, seminaristas da Arquidiocese. Carlos Renato Valle Caetano, Fernando Paulo de Almeida Monteiro dos Santos, Gilsimar Tavares Vieira e Júnior César de Sousa são os diáconos transitórios ordenados no último sábado (26), na Basílica São José Operário, em Barbacena.Com eles, o clero da Arquidiocese atinge o número de 227 padres e diáconos, sendo 208 padres diocesanos e religiosos, 15 diáconos permanentes e os 4 transitórios.

“A natureza do diácono é servir, é preciso compreender isso com profundidade, com fé, para deixar que Jesus Cristo chegue aos outros através do ministério que vocês deverão desempenhar, ministério de doação plena, total”, reforçou Dom Airton na homilia, lembrando que essa entrega é um compromisso, não apenas pensamento, e que, por isso, deve ser sem reservas. “Por uma convicção de fé, eu dou a minha vida. Por aquilo que Jesus plantou no meu coração, eu me entrego. É isso que vocês vão fazer hoje”, explicou.

Lembrando que será responsabilidade dos quatro fazer a diferença no exercício do ministério sagrado, o arcebispo reforçou que eles precisam ser uma novidade na Igreja para que ela possa continuar servindo a humanidade até o final dos tempos. “Conduzam as pessoas todas, sem exceção, a Jesus Cristo, que é caminho, verdade e vida. […] A Igreja está desempenhando o seu ministério através da atitude, do serviço de vocês”.

Encerrando a reflexão para dar sequência ao rito de ordenação, Dom Airton disse que do mesmo modo que Jesus Cristo serviu a humanidade, entregando a sua vida na cruz, os novos diáconos deverão estar dispostos a servir a Igreja e a todo o povo de Deus, entregando suas cruzes. “É isso que vai acontecer no rito de ordenação agora: vocês serão destacados, separados dos fiéis, para voltarem aos fiéis e servi-los em nome de Cristo”.


Novos diáconos

“É difícil descrever o que vivenciei durante a ordenação diaconal. O coração transbordava em gratidão, alegria e louvor”, afirma o diácono Júnior, natural da Paróquia Bom Jesus da Cana Verde, de Tabuleiro, Região Pastoral Mariana Sul. “Foi belo e emocionante viver cada momento, cantar cada canção, acolher cada abraço, rever tanta gente boa por onde passamos, ainda que o ‘peso’ da estola nos impute uma responsabilidade inigualável, e que só mediante a graça de Deus conseguiremos carregá-la sobre o ombro e o coração”, revela.

Também vivendo o misto de sentimentos inerentes a esta nova fase de sua vida, o diácono Fernando, natural da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, de Conselheiro Lafaiete, Região Pastoral Mariana Oeste, ressalta o tamanho da responsabilidade confiada a eles pela Igreja. “À partir de agora, o povo nos enxerga como ministros de Deus. Isso ficou muito claro quando as pessoas nos cumprimentaram ao final da celebração, pedindo a bênção. Nesse momento, me dei conta da responsabilidade que eu tinha com o ministério diaconal. Portanto, o diaconato é um ministério que exige uma renovação diária e constante da nossa entrega e fidelidade a Deus e à Igreja”, afirma.

Diácono Carlos Renato, da Paróquia do Bom Pastor, em Barbacena, destaca que a experiência da ordenação é um momento muito forte quando se percebe que é um passo para toda a vida. “Estar diante de Deus, na companhia do Arcebispo e de tantos sacerdotes, religiosas, seminaristas, nossos familiares e toda assembleia reunida para viver esse momento da nossa consagração nos dá muita força pois temos a certeza de que não estamos sozinhos nesta nova missão, mas temos o apoio de toda comunidade que está em oração por nós. Sei que o Senhor nos conduzirá e a Virgem Maria será nossa grande companheira nesta caminhada”.

A emoção do dia não foi vivenciada apenas pelos quatro recém-ordenados. Felício Caetano, pai do diácono Carlos Renato, expressa como é gratificante vivenciar este momento. “Tanto tempo esperando e graças a Deus chegou a hora. Agora é rezar para que o sacerdócio seja maravilhoso até o fim. Que perseverem sempre”, diz.

A irmã Irene Barbosa Moreira, da congregação franciscana de Nossa Senhora das Vitórias, de Barbacena, define a ordenação como “momento de graça e bênção de Deus” e oportunidade para que os jovens reflitam sobre o sentido da vida e o chamado que Deus faz a cada um. “Agradecemos muito a Deus e rezamos pelos novos diáconos. Que o senhor continue enviando operários para a sua messe”.

 

Convite às vocações

Ao final da celebração, Dom Airton fez o convite aos fiéis para que incentivem a descoberta e procura pelas vocações, dirigindo a palavra especialmente aos jovens: “Se tem algum jovem aqui na igreja hoje que participou desta santa missa com ordenação, não tenha medo e nem vergonha de dizer que quer ser padre, se Deus quiser”, expôs.

O arcebispo ressaltou a importância de se colocar Deus a frente da própria vontade, ressaltando que “se Deus não quiser, não vai ser padre. A gente sempre tem que dizer ‘se Deus quiser’, mas é preciso procurar. Quem procura aquilo que é de Deus, Deus concede a graça de encontrar”, expôs.

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