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, 28 de março de 2025

Papa: onde há uma criança ou uma pessoa vulnerável em segurança, ali se honra Cristo

25 de março de 2025 Igreja no Mundo

Encontro do Papa em 2023 com as crianças do Grupo da Pequena Casa da Misericórdia de Gela (VATICAN MEDIA Divisione Foto)

“A prevenção dos abusos não é uma resposta a emergências, mas um dos alicerces sobre os quais se constroem comunidades fiéis ao Evangelho”, afirma o Papa Francisco em sua mensagem aos participantes da Assembleia Plenária da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores, que ocorre de 24 a 28 de março.

O Papa Francisco enviou, nesta terça-feira, 25 de março, uma mensagem aos membros da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores, que estão reunidos em assembleia plenária. No texto, assinado no dia 20 de março, do Hospital Gemelli, o Santo Padre destaca que a prevenção dos abusos deve ser vista não apenas como uma medida emergencial, mas como uma base sólida para a construção de comunidades seguras e fiéis ao anúncio de Cristo:

“É como ‘oxigênio’ para as Igrejas locais e as comunidades religiosas, porque onde há uma criança ou uma pessoa vulnerável em segurança, ali se serve e se honra Cristo. No trabalho diário de vocês – especialmente nos contextos mais difíceis –, concretiza-se uma verdade profética: a prevenção dos abusos não é um cobertor para encobrir emergências, mas um dos alicerces sobre os quais construir comunidades fiéis ao Evangelho.”

Um chamado para a escuta e acolhida

O Papa também enfatiza que a proteção das vítimas e sobreviventes não se limita a protocolos, mas envolve formação, prevenção e escuta ativa, e pede que as vítimas sejam acolhidas com o coração, encontrando na Igreja um lugar seguro e compassivo, onde sua dignidade seja restaurada. Em seguida, Francisco propõe três compromissos essenciais para os membros da Comissão:

1 – Crescer no trabalho comum com os Dicastérios da Cúria Romana.

2 – Oferecer às vítimas e aos sobreviventes hospitalidade e cuidado para as feridas da alma, no estilo do bom samaritano. Escutar com o ouvido do coração, para que cada testemunho encontre não registros a serem preenchidos, mas entranhas de misericórdia das quais possa renascer.

3 – Construir alianças com realidades extraeclesiais – autoridades civis, especialistas, associações –, para que a proteção se torne uma linguagem universal.

Sentinelas num mundo adormecido

Na conclusão de sua mensagem, o Papa encoraja a Comissão a continuar sendo “sentinelas que vigiam enquanto o mundo dorme”, preservando a memória e garantindo que a Igreja permaneça comprometida com a prevenção dos abusos e o acolhimento das vítimas.

O Pontífice assegura suas orações pelos participantes da Assembleia Plenária e pede a intercessão da Virgem Maria para que possam prosseguir com dedicação e esperança no caminho empreendido.

Texto: Thulio Fonseca
Foto:  Vatican News

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