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, 09 de agosto de 2022

“Precisamos sentir compaixão. Ter sensibilidade para cuidar dos irmãos e irmãs que estão sofrendo”, disse Dom Airton na celebração de abertura da CF 2020

27 de fevereiro de 2020 Arquidiocese

“Precisamos sentir compaixão. Ter sensibilidade para cuidar dos irmãos e irmãs que estão sofrendo. Um irmão e irmã que sofrem nem sempre estão longe da gente. É dentro de casa, na família, no trabalho. Aquela pessoa que está muitas vezes bem próxima de nós e nós não conseguimos enxergar o seu sofrimento”, disse o arcebispo de Mariana,  Dom Airton José dos Santos, na celebração desta quarta-feira de Cinzas, (26), abertura da Campanha da Fraternidade 2020. A missa foi presidida no Santuário de Nossa Senhora do Carmo, em Mariana, e contou com a presença do cônego Nedson Pereira, do padre Lucas Germano, do diácono Paulo Isaías e de centenas de fiéis.

“Neste ano, a Igreja no Brasil nos propõem um tema ‘Fraternidade e vida’ e um lema ‘Viu, sentiu compaixão e cuidou dele’. E nós, como estamos fazendo? Tantos irmãos sofrem, ficam caídos à beira do caminho. Nós vemos, as vezes passamos depressa. Precisamos ter sensibilidade no nosso coração. Somos filhos e filhas de Deus. Membros da família de Cristo, não somos um monte de gente jogada na terra. Somos a grande família de Deus e precisamos nos ajudar”, disse o arcebispo.

Refletindo sobre as leituras do dia, Dom Airton ressaltou a importância do jejum, da esmola e da oração. “Iniciamos, hoje, a quaresma. Nestes dias que nos preparam para celebrarmos a ressurreição de nosso Senhor. A Igreja, hoje, nos apresenta duas atitudes a serem tomadas. Essas atitudes só podem existir verdadeiramente se tiverem alicerçadas no tripé do jejum, da esmola e da oração. Esse é o conselho do nosso Senhor para vencermos o mau. Praticar o jejum, a esmola e a oração para nós, de modo especial, neste tempo da quaresma é uma arma poderosa contra o mau”, pontuou.

Dom Airton sublinhou que o jejum, a oração e a esmola são decisões tomadas na vida. “Devemos fazer de coração aberto. Não obrigados. Praticar a esmola, a esmola que nós sabemos que uma mão não sabe o que a outra fez. Você não dá o que sobra, você não dá o que vai jogar fora. É daquilo que você tem. Esmola não é o resto. Esmola é dá aquilo que você tem”, disse.

“Precisamos ter uma generosidade de coração e generosidade de coração não significa esvaziar de si mesmo, de tudo, nós temos que viver e temos que ter as condições de viver a nossa vida. Mas quando dermos esmola que não sejamos mesquinhos, não sejamos frios. Olhemos para aqueles que estamos dando a esmola. Estamos ofertando algo. Do coração aberto que brota as coisas boas que vem de Deus. Por isso, precisamos praticar com amor, com respeito aqueles que recebem e dedicação a Deus”, completou o arcebispo.

Ao falar sobre a oração, Dom Airton afirmou que ela precisa ser voltada para Deus e não para si mostrar aos outros. “Se nos reunimos na santa missa, para celebrar a eucaristia, não é para mostrar aos outros que estamos rezando, que somos piedosos.  Nos reunimos porque temos convicção de que ali está o centro da nossa fé. Quando fazemos isso desinteressadamente, Deus olha para a nossa oração, para o nosso culto”.

O arcebispo também salientou que o jejum é o caminho para vencer toda a tentação. “Jesus jejuou 40 dias e 40 noites no deserto para vencer o mau. Se nós quisermos vencer o mau, nós precisamos fazer o esforço, temos que nos dominar primeiro, e o jejum é exatamente isso. Para o jejum ser um fruto espiritual, ele precisa ser uma atitude tomada”, disse.

“Hoje a igreja nos apresenta, no tempo da quaresma, a necessidade de cada um de nós, batizados, procuramos o Senhor através do jejum, da esmola, da oração. Através de uma vida regrada, uma vida dedicada ao Senhor, uma vida que sabe escutar a palavra de Deus. Devemos estar mais atentos ao que o Senhor nos diz, neste tempo da quaresma”, finalizou Dom Airton. No final da celebração, todos os fiéis receberam as cinzas.

 

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