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Quarta-feira Santa é marcada pelo Sermão da Soledade e Ofício das Trevas, realizado pelo Arcebispo Emérito de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha

06 de abril de 2023 Arquidiocese

Relembrando as dores de Maria, o Sermão da Soledade promoveu a reflexão dos fiéis católicos durante a celebração da Quarta-feira Santa, na noite de quarta-feira (05/04), na Catedral Basílica Nossa Senhora da Assunção, em Mariana (MG).

Antes do Sermão da Soledade de Maria, dezenas de fiéis participaram da Santa Missa presidida pelo Arcebispo de Mariana, Dom Airton José dos Santos, e concelebrada pelos Presbíteros: Padre Geraldo Dias Buziani e o Padre Johny Sales de Figueiredo Dias, na Igreja São Pedro dos Clérigos.

Durante a liturgia, Padre Geraldo Dias Buziani proclamou o Evangelho de Mateus 26,14-25. Em seguida, em sua homilia, Dom Airton disse que “Judas Iscariotes faz um negócio para entregar o autor da vida e as vezes é o que acontece entre nós”.

“Nós invariavelmente quando conversamos com Deus queremos fazer um negócio com Deus, pedimos algumas coisas e damos algo em troca, colocamos um valor nesse relacionamento nosso com Deus e o valor que é nosso, nós que inventamos esse negócio de ter valor, mais valor ou menos valor, isso é para o nosso dia-a-dia para nosso relacionamento com a sociedade, nós não temos que colocar isso em relação a Deus em relação as coisas de Deus.

Nós somos discípulos de Cristo, nós deveríamos de vez enquanto perguntarmos: será que eu estou traindo o Senhor? A sua doutrina, a sua vontade, será que eu não estou fazendo tudo que é necessário para realizar a vontade de Deus? Em que eu estou falhando? Como se fosse um exame de consciência. Enquanto eu não reconheço que estou indo para uma caminho que não é o caminho de Deus, eu me arrependo.

Nosso Senhor disse aos discípulos: ai daquele que trair o filho do homem. Seria melhor que nunca tivesse nascido. Porque ele traiu o autor da vida, entregou a morte a aquele que deu a sua vida. Tudo foi feito por ele e sem ele nada foi feito por isso Jesus desceu para nós em Deus e Senhor e ele quis ficar conosco para manter a nossa esperança e a nossa fé através da sagrada Eucaristia. Ele fez a Eucaristia para nós, se fez alimento para todos nós, por isso nós temos que estar prontos, preparados para não ocorrer aquilo que São Paulo disse: que alguns ao comungarem, comungam sua própria condenação, porque existe alguma coisa contraria a Deus, que não está ajustada, por isso, nós recebemos como dom também o sacramento da confissão, para pedir o perdão a ele e através dos sacerdotes”, apontou.

Ao final da homilia, foi realizada o Sacramento da Comunhão, a benção da imagem de Maria e, em seguida, a procissão com a imagem de Nossa Senhora das Dores para a Catedral da Sé.

No percurso da procissão, fiéis preencheram as ladeiras históricas de Mariana com muita oração, louvor e canções guiadas pela Banda 16 de julho. Após um trajeto de 900 metros, os cristãos chegaram à Catedral da Sé, onde foi realizado o Sermão da Soledade de Maria.

Em seu Sermão, Dom Geraldo Lyrio Rocha enfatizou que “Maria é a mãe da consolação”.

“Maria é a mãe que consola, isto é: estar com quem se sente só, ela sabe que para consolar, não basta só as palavras é necessária a presença. Maria está presente como a mãe que abraça a nossa vida.

No salve a Rainha, nós chamamos Maria de vida nossa, parece até exagerado, porque a vida é Cristo, mas Maria está tão unida a Jesus e ao mesmo tempo tão perto de nós que não há nada melhor do que colocar a vida em suas mãos e reconhecê-la como vida, doçura e esperança nossa. Como dizemos no salve a Rainha e depois no caminho da vida deixemo-nos tomar pela mãe. As mães tomam pelas mãos os filhos, introduzem-nos amorosamente na vida, mas hoje quantos filhos seguido por conta própria perderam a direção.”

Ofício das Trevas

Ao finalizar o Sermão da Soledade de Maria, os fiéis participaram do Ofício das Trevas, um momento de oração com salmos, cânticos e preces penitenciais, meditando sobre a escuridão que tomou a terra após a morte de Jesus. À ocasião, participaram também, o Padre Marcelo Moreira Santiago e o Monsenhor Celso Murilo Sousa Reis.

Fotos: Magu Tavares

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