quarta-feira

, 18 de março de 2026

Relíquias e a imagem de São Vicente de Paulo são acolhidas na Arquidiocese de Mariana

18 de março de 2026 Arquidiocese

A nossa Arquidiocese acolheu na manhã do dia 17 de março de 2026, na Santa Missa às 7h, na Catedral da Sé, em Mariana (MG), as relíquias e uma réplica da imagem de São Vicente de Paulo.

Ao todo foram expostas para veneração três relíquias: a de primeiro grau, a qual está no centro do relicário, um fragmento de um osso de uma das costelas do santo; uma carta dele direcionada à Santa Luísa de Marilac; e a terceira relíquia é uma parte de uma túnica litúrgica usada por ele.

Ao longo do dia, as irmandades, os movimentos, as pastorais e o Colégio Providência revezaram nas orações, nas preces e nos louvores, aproximando-se, de forma espiritual, do santo conhecido como o “Pai da Caridade”.

Além da veneração dos fiéis e devotos, a Santa Missa às 12h, celebrada pelo ecônomo arquidiocesano, Pe. José Geraldo Coura (Pe. Juca), teve a participação das Conferências Vicentinas de Mariana e seus distritos e das cidades vizinhas.

À noite, às 19h, realizou-se a Santa Missa celebrada pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Airton José dos Santos e concelebrada pelo Reitor da Catedral, Pe. Geraldo Buziani, pelo Reitor do Seminário São José, Pe. Sérgio José, pelo Vigário Paroquial da Catedral, Pe. Fabiano Milioni, pelo custódio portador das relíquias de São Vicente de Paulo e coordenador da peregrinação, Pe. Edson Friedrichsen, CM, e no serviço ao altar, o Diácono Délio Duarte.

Em sua homilia, Dom Airton destacou as virtudes e os carismas de São Vicente de Paulo como exemplos de dedicação aos pobres e um chamado à prática genuína da caridade cristã atualmente.

“Porque quando nós olhamos para os mais pobres, nós estamos vendo o Cristo que sofre de novo. Por isso, a nossa prática de caridade não é obra social, não é filantropia, não é solidariedade social, é amor verdadeiro, é testemunho de fé. E fazemos essa ajuda aos mais pobres, porque vemos neles o Cristo, lembrando daquilo que Jesus nos ensinou: ‘toda vez que fizer a menor coisa para o menor dos meus irmãos, é a mim que estais fazendo’”, destacou Dom Airton.

Segundo Pe. Edson Friedrichsen, CM, o objetivo desta peregrinação é a divulgação da espiritualidade vicentina por todas as (Arqui) Dioceses do Brasil, além da comemoração do aniversário de 400 anos de existência da Congregação da Missão de São Vicente de Paulo.

Para ele, a chegada na nossa Arquidiocese é um momento significativo, pois a cidade é considerada o “berço de ouro” e o início da obra vicentina no Brasil, com a chegada dos padres no Santuário do Caraça e das irmãs em Mariana.

“Trazer a nossa festa dos 400 anos para a comunidade da Arquidiocese de Mariana, é também um convite para que cada um, olhando a vocação, o chamado, o jeito de ser de São Vicente de Paulo, possa ter os seus corações abrasados para amar e para servir aqueles que mais necessitam”, frisou Pe. Edson.

Vanete do Carmo Borges participa da Conferência Nossa Senhora de Fátima, a qual pertence a Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP), na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Mariana (MG), reforçou que a presença das relíquias é propícia para ajudar no seu trabalho com as crianças da Conferência com Criança e Adolescente (CCA).

“A presença dessas relíquias nos ajuda a engajar as crianças e adolescentes nos ensinamentos de São Vicente e, para isso, a gente utiliza fotos e conta história para facilitar o entendimento delas”, reforçou.

O casal Ângela e Aarão de Paula, membros da SSVP, contou que participam da Conferência São Gonçalo, também em Mariana, desde a infância e considera a visita das Relíquias um presente para a comunidade e para os vicentinos, especialmente para eles, que completam 25 anos de casados.

“São 25 anos de casados e a presença das relíquias é uma grande alegria, é um grande presente que a gente recebe, enviado por Deus, para nos fortalecer devido a tantos obstáculos que a gente vive na sociedade. Nós não somos os melhores, mas nós oferecemos o melhor que temos, porque São Vicente intercede por cada um de nós”, contou o casal.

Pe. Geraldo Buzini salientou que a visita das relíquias é um momento oportuno para reavivar o desejo e o propósito de viver o exemplo de São Vicente por meio da caridade fraterna.

“A presença das Relíquias de São Vicente é um convite para reavivar em nós esse desejo de viver a santidade. Uma santidade que se traduz, segundo o testemunho de São Vicente de Paulo, no amor a Jesus, que significa amor aos pobres e aos sofredores, escolher tornar-se próximo do necessitado, de quem sofre”, salientou.

Texto e fotos: Dacom/Arquidiocese de Mariana

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