quinta-feira

, 07 de maio de 2026

Restauro do órgão Arp Schnitger da Catedral de Mariana é concluído

01 de dezembro de 2025 Arquidiocese

Na manhã ensolarada do sábado, 29 de novembro, a equipe de organeiros de Frédéric Desmottes entregou os trabalhos de montagem e afinação do órgão Arp Schnitger da Catedral de Mariana. O momento contou com a presença do Arcebispo Metropolitano de Mariana, Dom Airton José dos Santos, e o Reitor da Catedral de Mariana, Pe. Geraldo Dias Buziani.

Com passos ágeis, o Arcebispo adentrou o templo, dessa vez não para celebrar a Santa Missa, mas para apreciar o raro instrumento tricentenário pronto para ser usado nas celebrações de 280 anos da Arquidiocese.

Na tribuna lateral, já marcavam presença a organista Josineia Godinho; a responsável técnica pela restauração do órgão, Deise Lustosa; Frédéric e seu colega de trabalho Guilherme de Faria; o Membro do Conselho Municipal de Patrimônio (COMPAT), Lélio Pedrosa; além de comunicadores locais.

Após um diálogo entre os presentes sobre a história do órgão e as etapas de restauração, Frédéric conduziu Dom Airton até os teclados. No local, ele apresentou os trabalhos realizados, explicou como ocorre a afinação das diferentes famílias de tubos e de que forma a temperatura influencia no tom de cada peça metálica.

Em seguida, Josineia demonstrou como o teclado, os registros e o pedal interagem com os mecanismos que liberam o ar até os tubos. Ao tocar uma das teclas, o eclesiástico concluiu, surpreendido, que são delicadas e leves.

Com olhar atento e profundamente interessado, Dom Airton acompanhou os testes da organista, que, impecável, deslizava entre teclas e pedais como quem dança com a própria sonoridade.

Seus dedos pareciam tocar não apenas madeira e marfim, mas também o tempo, a história e a respiração secular do instrumento, fazendo ecoar notas que envolviam o ambiente com uma reverência sagrada.

Sortudos foram os turistas que por acaso estavam fazendo sua visita ao templo e puderam esticar os ouvidos para receber uma pequena demonstração do som que permaneceu nove anos silente.

Texto e fotos: Paulo César Gouvêa/Arquidiocese de Mariana

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