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Saiba quem são os homenageados pela 13ª Comenda Dom Luciano

09 de outubro de 2025 Arquidiocese

Na noite de segunda-feira, 6 de outubro, a Arquidiocese de Mariana prestou uma homenagem especial a pessoas e instituições que têm contribuído de forma significativa para a evangelização, a cultura e a preservação da memória da fé.

Durante a solenidade de entrega da 13ª edição da Comenda Dom Luciano, realizada na Casa de Teologia do Seminário Arquidiocesano de Mariana (MG), sete pessoas e três instituições foram agraciadas com a honraria, que reconhece exemplos de serviço, testemunho cristão e compromisso com os valores que marcaram a vida de Dom Luciano Mendes de Almeida.

Conheça mais sobre os agraciados:

Dom Edmar José da Silva

Natural de Alto Rio Doce (MG) e filho do clero da Arquidiocese de Mariana, cursou o Seminário Menor na Congregação Orionita e o Seminário Maior na própria Arquidiocese, sendo ordenado Diácono em 15 de agosto de 2000 e presbítero em 19 de maio de 2001, por Dom Luciano Mendes de Almeida. Em Mariana (MG), exerceu diversas funções pastorais, acadêmicas e administrativas, incluindo as de formador e professor do Seminário São José, pároco, coordenador de pastoral, Diretor da Faculdade Dom Luciano Mendes e presidente do Museu Aleijadinho, em Ouro Preto (MG).

É graduado em Filosofia pela PUC Minas e em Teologia pelo Seminário São José, com mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, de Roma, além de possuir pós-graduações pela UFOP e CEPEMG. Autor das obras Provocações Éticas e Provocações Existenciais: a vida tem sentido?, foi agraciado com diversos títulos honoríficos e condecorações entre 2020 e 2024.

Eleito Bispo Auxiliar de Belo Horizonte (MG) em 6 de março de 2024 e ordenado em 19 de maio do mesmo ano, Dom Edmar é atualmente responsável pela Região Episcopal Nossa Senhora da Boa Viagem e atua como Bispo Referencial para o Vicariato da Educação e para o de Bens Culturais da Igreja, além de presidir a Comissão de Educação, Cultura e Ensino Religioso do Regional Leste II da CNBB.

Maria da Glória Assunção Moreira

Nasceu em 23 de julho de 1960, no distrito marianense de Passagem de Mariana, filha de Ismael Bartolomeu Moreira e Maria Madalena Assunção Moreira. Cursou o ensino fundamental no Grupo Escolar Coronel Benjamim Guimarães e concluiu o magistério no Centro Educacional Dom Frei Manoel da Cruz.

Trabalhou entre 1983 e 1987 como secretária na Companhia Mina da Passagem e, em 1988, iniciou suas atividades na Arquidiocese de Mariana, a convite do Monsenhor Flávio Carneiro Rodrigues, como auxiliar de biblioteca do Museu do Livro/Biblioteca dos Bispos Marianenses.

Atuou diretamente com o Servo de Deus Dom Luciano Mendes de Almeida até seu falecimento, em 2006, quando passou a cuidar de seu arquivo pessoal. Com a criação do Centro de Documentação Dom Luciano e do Centro de Documentação da Arquidiocese por Dom Geraldo Lyrio Rocha, assumiu a organização e catalogação dos acervos, permanecendo na função até sua aposentadoria em 2022, durante o episcopado de Dom Airton José dos Santos. Foram mais de três décadas de dedicação, marcadas pela simplicidade, discrição e profundo amor à Igreja de Mariana.

Nasceu em 23 de julho de 1960, no distrito marianense de Passagem de Mariana, filha de Ismael Bartolomeu Moreira e Maria Madalena Assunção Moreira. Cursou o ensino fundamental no Grupo Escolar Coronel Benjamim Guimarães e concluiu o magistério no Centro Educacional Dom Frei Manoel da Cruz.

Trabalhou entre 1983 e 1987 como secretária na Companhia Mina da Passagem e, em 1988, iniciou suas atividades na Arquidiocese de Mariana, a convite do Monsenhor Flávio Carneiro Rodrigues, como auxiliar de biblioteca do Museu do Livro/Biblioteca dos Bispos Marianenses.

Atuou diretamente com o Servo de Deus Dom Luciano Mendes de Almeida até seu falecimento, em 2006, quando passou a cuidar de seu arquivo pessoal. Com a criação do Centro de Documentação Dom Luciano e do Centro de Documentação da Arquidiocese por Dom Geraldo Lyrio Rocha, assumiu a organização e catalogação dos acervos, permanecendo na função até sua aposentadoria em 2022, durante o episcopado de Dom Airton José dos Santos. Foram mais de três décadas de dedicação, marcadas pela simplicidade, discrição e profundo amor à Igreja de Mariana.

Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop)

Wirlei Rodrigues Reis, Presidente da Faop, recebeu a comenda em nome da instituição de ensino.

Criada em 1968 e vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, tem como missão valorizar a arte e preservar o patrimônio cultural mineiro. Atua em todo o estado com projetos, políticas públicas e parcerias voltadas à conservação, restauração, aos fazeres tradicionais e à arte contemporânea.

Integra a instituição a Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade (EARMFA), referência nacional por oferecer o pioneiro Curso Técnico em Conservação e Restauro do Brasil, além de formações continuadas nos núcleos de Arte e Ofícios e de Conservação e Restauração.

A FAOP forma profissionais comprometidos com a preservação do patrimônio e o fortalecimento da identidade cultural de Minas, destacando-se por sua colaboração em obras de restauração de paróquias e museus da Arquidiocese de Mariana, contribuindo para a salvaguarda da memória religiosa e histórica regional.

Museus

Padre Anderson Eduardo de Paiva, representou os museus como seu diretor.

O Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, fundado em 22 de setembro de 1962 por Dom Oscar de Oliveira, tem sede na antiga Casa Capitular, construída por José Pereira Arouca, e reúne mais de duas mil peças de grande valor histórico e artístico.

Seu acervo inclui esculturas de Aleijadinho e Francisco Xavier de Brito, pinturas de Manoel da Costa Athayde e Manoel Ribeiro Rosa, além de objetos litúrgicos em prata e ouro. Recentemente, foi inaugurada a Sala de Artistas Contemporâneos, idealizada por Dom Airton José dos Santos, que abriga obras de Elias Layon, Hélio Petrus e Rinaldo Urzedo.

Já o Centro Cultural Arquidiocesano Dom Frei Manoel da Cruz, instalado na antiga residência episcopal na Praça Gomes Freire, reúne o Museu da Música — o primeiro do Brasil em seu estilo e reconhecido pela Unesco —, o Museu do Mobiliário e o Memorial dos Bispos. Ambos os espaços mantêm viva a memória, a arte e a fé que moldaram a história da Arquidiocese de Mariana ao longo dos séculos.

Padre Edvaldo Antônio de Melo

Ordenado presbítero em 22 de julho de 2006, em Jeceaba (MG), exerceu o ministério em diversas paróquias, incluindo São João Batista, em Barão de Cocais; São Caetano, em Monsenhor Horta; São Sebastião, em Cláudio Manoel; e Sagrado Coração de Jesus, em Mariana. Atualmente, é vigário em Itabirito e formador do Seminário São José.

Doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, tem sólida trajetória acadêmica e intelectual, com pesquisas que articulam filosofia, ética, cultura e fé. Organizou obras como Catedral Basílica de Nossa Senhora da Assunção: um olhar teológico, histórico e artístico do monumento e Centenário do Falecimento de Dom Silvério Gomes Pimenta: História, Educação, Estado e Igreja.

À frente de eventos como o Simpósio Filosófico-Teológico e a Semana Acadêmica Dom Luciano, Padre Edvaldo se destaca por unir profundidade acadêmica e sensibilidade pastoral, refletindo o compromisso da Faculdade Dom Luciano Mendes com a fé, o saber e a memória da Arquidiocese de Mariana.

Padre José Geraldo da Silva (Pe. Juquinha)

Natural de Amparo do Serra (MG), Padre José Geraldo da Silva, conhecido como Pe. Juquinha, é pároco da Paróquia São Sebastião, em Sem-Peixe, e coordenador da Pastoral Carcerária da Região Mariana Leste. Filho de Antônio de Brito Silva e Edith Helena da Silva (in memoriam), cresceu em uma família simples, aprendendo desde cedo os valores da humildade e da compaixão.

Ordenado presbítero na Arquidiocese de Mariana, vive seu ministério inspirado no Evangelho de Lucas (4,18-19), com forte compromisso com os pobres e marginalizados, especialmente as pessoas privadas de liberdade. Ao longo de sua caminhada, conviveu com figuras como Dom Luciano Mendes de Almeida, Dom Pedro Casaldáliga e Irmã Dorothy Stang, que marcaram sua espiritualidade e sua luta por justiça social.

Em sua missão, defende uma Igreja comprometida com a dignidade humana e movida por ternura e esperança, guiada pela convicção de que “gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares menos importantes, consegue mudanças extraordinárias”.

Padre Rogério Venancio Resende

Nascido em 18 de maio de 1936, em Senhora dos Remédios (MG), Padre Rogério Venancio Resende ingressou no Seminário Arquidiocesano de Mariana em 1952 e foi ordenado presbítero em 29 de junho de 1964, por Dom Oscar de Oliveira, adotando o lema “Tu es sacerdos in aeternum”.

Após servir nas paróquias do Bom Jesus do Monte, em Furquim, e Nossa Senhora da Conceição, em Conselheiro Lafaiete, assumiu o pastoreio da Paróquia de São Caetano, em Cipotânea, em 1970, onde permaneceu por mais de 50 anos até tornar-se pároco emérito em 2023.

Seu ministério, marcado pela proximidade com os fiéis, pela celebração de mais de 23 mil batizados e 3 mil casamentos, e por seu carisma pastoral, fez dele uma referência de fé e serviço. Apaixonado por futebol, manteve-se ativo e próximo à comunidade, tornando-se exemplo de simplicidade, dedicação e amor ao sacerdócio.

Seminário São José

Padre Sérgio José da Silva, Reitor do Seminário São José, representou a instituição de ensino

Fundado em 20 de dezembro de 1750, o Seminário São José é a primeira instituição de ensino de Minas Gerais e uma das mais antigas do Brasil, tendo formado gerações de líderes e sacerdotes. Seu período áureo ocorreu durante o episcopado de Dom Antônio Ferreira Viçoso, quando foi confiado à Congregação da Missão (Padres Lazaristas) por mais de um século.

Atualmente, o seminário mantém seu compromisso com a formação humana, espiritual e pastoral de futuros presbíteros, acolhendo seminaristas de diversas dioceses. O processo formativo é dividido em cinco etapas — GOV, Propedêutico, Discipulado, Configuração e Síntese Pastoral/Vocacional — e combina fé, razão e compromisso social.

Além de seu papel teológico, o Seminário São José tem importância cultural e histórica para Minas Gerais e o Brasil. Sob a reitoria do Padre Sérgio José da Silva, a instituição preserva a herança espiritual e educativa que faz dela uma verdadeira “Casa de Vida, sublime dom”, como expressa seu hino jubilar.

Dom Airton José dos Santos

Dom Airton José dos Santos nasceu em 25 de junho de 1956, em Bom Repouso (MG), sendo o primogênito de sete filhos. Ingressou aos 23 anos no Seminário da Diocese de Santo André (SP), onde concluiu os estudos de Filosofia e Teologia, sendo ordenado presbítero em 1985 por Dom Cláudio Hummes.

Atuou como pároco, formador e coordenador de pastorais, além de integrar diversos conselhos diocesanos. Obteve em Roma o título de Mestre em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana. Nomeado Bispo Auxiliar de Santo André em 2001 por São João Paulo II, tornou-se Bispo de Mogi das Cruzes em 2004 e, posteriormente, Arcebispo Metropolitano de Campinas em 2012, nomeado por Bento XVI.

Desde 2018, por indicação do Papa Francisco, é Arcebispo Metropolitano de Mariana e vice-presidente do Regional Leste 2 da CNBB. Seu lema episcopal, “Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade” (Hb 10,9), orienta sua espiritualidade e missão pastoral.

Entre suas principais iniciativas estão a revitalização da Casa do Padre, a unificação da formação seminarística em Mariana, o fortalecimento do caminho sinodal, o acompanhamento das causas de beatificação e canonização e a ordenação de seis bispos do clero marianense.

Reconhecido por sua sensibilidade pastoral e compromisso com a preservação do patrimônio histórico e religioso, Dom Airton inspira na Arquidiocese de Mariana o amor à memória, à comunhão e à missão da Igreja.

Fotos: Paulo César Gouvêa/Arquidiocese de Mariana

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