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, 16 de agosto de 2022

Tema central da 59ª Assembleia Geral da CNBB foi apresentado na manhã do terceiro dia do evento

27 de abril de 2022 Igreja no Brasil

Na manhã desta quarta-feira, terceiro dia da 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o episcopado brasileiro começou a trabalhar sobre o Tema Central: Igreja Sinodal – Comunhão, Participação e Missão”. A apresentação foi feita pelo arcebispo de Santa Maria (RS) e presidente da Comissão para o Tema Central, dom Leomar Antônio Brustolin.

Partindo do método: “ESCUTAR, DISCERNIR e AGIR”, o grupo analisou o contexto atual, discerniu sobre os sinais dos tempos, os processos sinodais em curso e a importância da comunidade, e indicou pistas de ação, a partir dos desafios.

No contexto atual, dom Leomar apresentou alguns pontos a serem considerados, em vista do discernimento: a pós-pandemia, o pontificado do Papa Francisco, a recepção criativa do Concílio Vaticano II, a Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe, o processo sinodal 2021-2023, os 15 anos do documento de Aparecida, a realidade das comunidades eclesiais missionárias, o paradigma entre a estrutura jurídica versus a Igreja sinodal e o desafio do clericalismo e das lideranças centralizadoras.

A dimensão do discernir foi apresentada pelo secretário da Comissão para o Tema Central, padre Tiago de Fraga Gomes, que iniciou destacando os “sinais dos tempos”. Segundo o sacerdote, “o discernimento não parte do nada, é preciso olhar para as comunidades e reforçar os processos sinodais que vem acontecendo. Reforçar o que está acontecendo e refletir no que precisa crescer”.

A oportunidade de investir na “escuta atenta” e na participação, de cuidar de tudo o que é humano, com especial atenção às dimensões de maior fragilidade, foram alguns dos quesitos levantados para um efetivo discernimento. Para isso, é necessário considerar que a comunidade é o ambiente sinodal, que precisa sempre ser reforçado, e o lugar da escuta atenta.

Na dimensão do agir, dom Leomar falou dos desafios atuais, destacando que as atuais “Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) 2019-2023″ permanecem atuais e são estruturantes e estáveis. Porém, a sinodalidade remete a um processo de dinamismo, no qual o contexto da Igreja, no pós-pandemia, precisa considerar a acolhida e a escuta. “É preciso repensar o valor da comunidade e renovar a mística do processo, pois o caminho não está pronto. Não se trata de um caminho novo, mas um jeito novo de caminhar frente aos sinais dos tempos que estamos enfrentando”, disse o arcebispo.

Ao final da exposição sobre o tema, dom Leomar, explicou como o tema central será trabalhado nas duas etapas dessa 59ª Assembleia Geral. Nesta que está acontecendo, após essa introdução sobre o Tema Central, serão apresentadas questões para serem trabalhadas em grupos, será realizada a escuta nos Regionais e nos Organismos, e haverá uma plenária e a entrega dos relatórios dos grupos para a Comissão do Tema Central.

Posteriormente, a Comissão prevê entregar, até o mês de julho, um texto com os destaques da escuta que será realizada. Na segunda etapa da Assembleia Geral, a ser realizada de 29 de agosto a 2 de setembro, em Aparecida (SP), acontecerá o aprofundamento do tema e as indicações para as próximas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, a serem publicadas em 2023.

Dois desafios para a construção de todo esse processo foram apresentados por dom Leomar. “O primeiro é o de fortalecer a comunidade cristã numa sociedade em rápida mudança, que gera comportamentos inéditos e apresenta problemas éticos totalmente novos. O segundo é que não há receitas prontas e nem fórmulas universais diante da complexidade e pluralidade dos contextos atuais”, disse o arcebispo.

Texto: Karina Carvalho / CNBB Sul 2

Foto: CNBB

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