Entre os dias 30 de julho e 02 de agosto, a Casa de Encontros Bom Jesus, em Congonhas (MG), foi palco da XLIII Jornada de Shalom, um tempo intenso de encontro com Deus, fraternidade, oração, reflexão e transformação.
Com o tema “Seguir a Cristo não é confortável, mas é transformador”, a Jornada convidou os participantes a saírem de sua zona de conforto e abrirem o coração para uma experiência profunda com Jesus Cristo e com a Virgem Maria.
Durante os quatro dias, jovens e membros da equipe puderam vivenciar momentos de espiritualidade, convivência, silêncio, partilha e oração, descobrindo que seguir Cristo é uma decisão que transforma a vida e conduz a uma nova maneira de olhar para si, para o outro e para o mundo.
A Jornada também foi marcada pelos testemunhos daqueles que, de diferentes formas, se colocaram à disposição para viver e servir nessa experiência. Para alguns, foi a primeira Jornada; para outros, uma oportunidade de reviver o próprio “quarto dia” e renovar o compromisso de seguir anunciando a paz de Cristo.
Testemunhos que revelam uma experiência transformadora

Guilherme Henrique Almeida de Oliveira fez parte da equipe de trabalho. Para ele, a XLIII Jornada de Shalom foi marcante.
“A frase ‘Seguir Jesus não é confortador, mas é transformador’ me tocou bastante durante os dias em que estive na casa. Na convivência com os irmãos shalonitas e com aqueles que vivenciaram, pela primeira vez, o seu quarto dia, pude experimentar essa transformação que Jesus, presente na Eucaristia, ápice do Movimento Shalom proporciona. Assim, pude reviver mais uma vez o meu quarto dia e me sentir pronto para levar a paz que Cristo nos apresentou dentro da Jornada.”
Victor Justiniano, conhece o Movimento Shalom desde 2016. Na época, foi convidado pelo pai para participar do encontro. Fez a inscrição, mas, de última hora, decidiu não ir, pois não se sentia preparado. Dez anos depois, a oportunidade de viver essa experiência surgiu, e ele relatou:
“Hoje, entendo que tudo tem a sua hora e acontece no tempo certo de Deus. Posso dizer que foi uma das melhores escolhas que já fiz na minha vida. O Shalom me transformou, mudou a forma como enxergo o mundo e, principalmente, me aproximou ainda mais de Jesus e de Maria”.
Victor ressaltou que Deus já preparava esse momento havia tantos anos para ele. Hoje, o sentimento que ficou em seu coração foi de agradecimento ao Shalom por ter proporcionado viver este encontro.
“Foi uma experiência que levarei para sempre comigo. Afinal, seguir Jesus não é confortador, mas é transformador!”
“Fazer parte da equipe de trabalho da XLIII Jornada de Shalom foi desafiador e, ao mesmo tempo, transformador. É sempre uma honra servir. Deus nos usa, enquanto equipe, para sermos instrumentos na vida dos jovens, e esta Jornada me mostrou isso de maneira muito clara. Pude ver, na vivência e na prática, o nosso Carisma vivo no olhar de cada membro da equipe, refletindo nos jovens e revelando a eles o amor de Deus”, apontou Vitória Sousa Silva.
Kely Cristina Melo Germano, Coordenadora da XLIII Jornada destacou:
“Coordenar a XLIII Jornada de Shalom foi uma honra que o próprio Cristo me concedeu! Como todo desafio que Ele nos propõe, antes de chegar ao final, é preciso passar por grandes aprendizados. Somos provocados a sair da zona de conforto em busca de um bem maior: que aqueles jovens tivessem uma experiência com Cristo, assim como eu tive na minha Jornada, mas respeitando a individualidade de cada um”.
Kely expressou sua gratidão a Deus por cada jovem, por cada membro da equipe e pela confiança do secretariado na condução do seu trabalho.
Segundo a coordenadora, “ao final de mais uma Jornada, saímos com a certeza de que seguir a Cristo não é confortável, mas é transformador! O ‘sim’ dado a Deus é certeza de vitória! Ver a alegria de cada jovem renova nossa fé em Cristo e fortalece a caminhada do quarto dia!”
Verônica Maria Nascimento de Miranda Melo, de Carandaí costumava visitar a Cidade de Congonhas, desde pequena, no Jubileu do Bom Jesus de Matosinhos, no mês de setembro. Ela não imaginava que viveria, no casarão dos Profetas, o final de semana mais incrível da sua vida.
“Viver a 43ª Jornada de Shalom foi um momento de entrega, reflexão e profunda conexão com Jesus e Maria, a estrela-guia da minha jornada. Passar esses dias desconectada do mundo, mas verdadeiramente conectada com minhas vivências, muitas vezes no silêncio dos meus pensamentos e anseios, proporcionou um momento único de reflexão e de encontro com a paz de espírito, justamente o que a Jornada de Shalom nos proporciona”.
Para ela, vivenciar o Shalom em um momento delicado de sua vida trouxe conforto e entendimento. Verônica afirma que, nem sempre conseguimos compreender os planos de Deus, mas, para aqueles que têm fé, o alento chega da forma mais linda possível, porque Deus é amor e nos ama tanto na dor quanto no amor.
Verônica recordou que, ao longo dos anos, via as pessoas participando da Jornada de Shalom e ela sempre perguntava como era o encontro. Recebia sempre recebia a mesma resposta: “foi muito bom, você deveria fazer”.
“Agora, estou ansiosa pelos reencontros e pelas escolas de formação, certa de que a Jornada Shalom é um movimento transformador na vida e na fé cristã.”
O Dirigente da XLIII Jornada Shalom, Sávio Augusto Messias de Oliveira, expressou sua gratidão ao servir no encontro.
“É gratificante demais se doar por uma causa e testemunhar transformações tão bonitas de perto. Essa energia de querer mudar o mundo depois de um encontro desses é contagiosa! Que essa chama do seu ‘sim’ continue firme e iluminando cada passo do seu caminho. Conte sempre comigo por aqui!”
Sávio, ressaltou: “Meu sim é para sempre.”

A XLIII Jornada de Shalom chega ao fim, mas a experiência continua no cotidiano de cada participante. O chamado ao “quarto dia” é justamente o convite para levar para a vida aquilo que foi vivido durante esses dias: a amizade com Cristo, a fraternidade, o serviço e o desejo de anunciar a paz.
Durante a Jornada, também celebramos os 40 anos de vida sacerdotal do Pe. Rosemberg Evangelista da Silva, diretor espiritual do Movimento shalom e das nossas vidas.
Fica, assim, a certeza que marcou toda a Jornada: seguir a Cristo não é confortável, mas é transformador.
Texto e fotos: Movimento Shalom