domingo

, 14 de abril de 2024

Arquidiocese de Mariana rearticula Comissão Justiça e Paz

11 de julho de 2023 Arquidiocese

A Dimensão Sociopolítica da Evangelização e a Comissão Permanente do Fórum Social pela Vida promoveram no último sábado, 08 de julho, no Centro de Pastoral, em Mariana (MG), um encontro arquidiocesano em vista da rearticulação da Comissão Justiça e Paz na Arquidiocese de Mariana.

O encontro aconteceu à luz do Pilar da Caridade do Projeto Arquidiocesano de Evangelização (PAE 2022-2026), da promoção e defesa da vida e da dignidade humana e do cuidado com a Casa Comum e é um dos desdobramentos dos compromissos assumidos pelo Eixo Dignidade Humana e Direitos Sociais no 8º Fórum Social pela Vida, realizado em Carandaí (MG), em novembro de 2022.

A reunião de sábado contou com a assessoria e testemunho profético do presidente da Comissão Brasileira Justiça e Paz, Daniel Seidel, além da presença e participação do Coordenador Arquidiocesano de Pastoral, Padre José Geraldo de Oliveira, da Presidente Conselho do Laicato da Arquidiocese de Mariana (CLAM), Sônia Maria Barbosa, das Coordenações da Dimensão Sociopolítica Arquidiocesana e Regionais, da representação das Coordenações Arquidiocesanas das Pastorais Sociais, de participantes do GT Comissão Justiça e Paz no 8º Fórum Social pela Vida, da representação do Movimento Fé e Política e da Escola Fé e Política Dom Luciano.

Na pauta, houve uma oração inicial sob a iluminação do Evangelho do dia (Mt 9,14-17), seguida de uma Análise de Conjuntura (Política, Social e Eclesial) conduzida, brilhantemente, por Daniel Seidel.

À oportunidade, ele também apresentou a Comissão Brasileira Justiça e Paz aos participantes do encontro, bem como um breve relato do 4º Encontro Nacional da Rede Brasileira Justiça e Paz, que aconteceu nos dias 05 a 07 de maio, em Brasília. Com o tema “Democracia, Sociedade Civil e Sinodalidade!”, o grupo esteve representado em vista do planejamento das ações arquidiocesanas, em comunhão com a articulação nacional da Rede Brasileira Justiça e Paz.

Os participantes puderam também manifestar suas preocupações e externar suas dores em relação às expressões de violência contra a dignidade da pessoa humana a que se tem assistido. Além disso, eles apontaram quais os maiores desafios enfrentados no serviço pastoral e na incidência política na linha da denúncia das injustiças estruturais, da violação dos direitos humanos, da promoção da paz e da defesa da justiça, sobretudo ao lado dos mais empobrecidos na Arquidiocese.

Próximos passos

Como encaminhamento, foi constituída uma Equipe Arquidiocesana de Articulação da Comissão Justiça e Paz composta pelos Padres Marcelo Santiago e José Geraldo da Silva, pela religiosa Irmã Arlene Simões e pelos leigos e leigas Silene Gonçalves, Leci do Nascimento, Sônia Barbosa, Dionísio Faria, Ana Maria da Paixão, Gilson de Oliveira, Thalison Carvalho, Bruno Queiroz, Magda de Fátima, Vilma Ferreira, Cândida Martins e Flávia Ribeiro, que se reunirá já no dia 16 de agosto.

O desejo da Equipe é organizar um planejamento prévio e submetê-lo às instâncias arquidiocesanas e ao Arcebispo, Dom Airton José dos Santos, para, com o aval necessário, proceder com a sua implementação na Arquidiocese de Mariana.

Além disso, foi proposta uma dinâmica de realização de grupos de estudos nas cinco regiões pastorais a partir dos subsídios oferecidos pela “Revista Casa Comum: cuidar de si, do outro e do planeta” (publicação trimestral de iniciativa da Ação Social Franciscana – Sefras), em preparação e já em diálogo com a proposta da Campanha da Fraternidade de 2024 que terá como tema “Fraternidade e Amizade Social”, à luz da Fratelli Tutti do Papa Francisco, na linha de Observatórios locais e regionais.

A partir desses passos iniciais, espera-se criar raízes fecundas nas paróquias, foranias e regiões, em vista da articulação efetiva das Comissões Justiça e Paz na Arquidiocese de Mariana.

Sobre a Comissão Justiça e Paz

A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) é um organismo da CNBB e assenta sobre o compromisso fundamental da construção da paz entre os seres humanos.

A CBJP reitera ainda a compreensão básica de que o caminho que conduz à paz é o da justiça entre os povos e as pessoas. Por isso, a sua atuação continuará a ser, necessariamente, alicerçada em uma vigilância constante perante as injustiças estruturais e atuais, e a sua denúncia. A CBJP quer ser vista como um sinal do Reino e um serviço para os seres humanos – uma forma de protagonismo dos leigos. Almeja alçar-se à condição verdadeira de manifestação profética em nome e em favor dos oprimidos. Instrumento a serviço da comunhão.

Texto: Flávia Ribeiro, pela Comissão Permanente do Fórum Social pela Vida e pelo Eixo Dignidade Humana e Direitos Sociais no 8º Fórum Social pela Vida

Fotos: Cândida Maria e Darcy Carvalho

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