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Comunidade da Figueira comemora Semana da Pessoa com Deficiência

02 de setembro de 2022 Arquidiocese

Entre os dias 22 e 26 de agosto, comemorou-se nacionalmente a Semana da Pessoa com Deficiência (PCD). A Comunidade da Figueira, fundada por Dom Luciano e cujo objetivo é garantir o acolhimento e assistência integral a essas pessoas, também celebrou esse momento de grande importância para a Comunidade e para a população marianense que por ela é assistida.

A Comunidade da Figueira trabalha com atividades que desenvolvem e estimulam o despertar dos aspectos cognitivos, motores e afetivos de cada usuário, respeitando suas limitações favorecendo suas habilidades e potencialidades. Para a Semana da Pessoa com Deficiência, uma programação diversa e rica foi preparada.

Atividades

Na segunda-feira, 22 de agosto, foi feito um passeio pelo no Bairro Chácara, onde está localizada a instituição, a fim de conhecer seu entorno, com suas curiosidades e histórias. Já na terça-feira, dia 23, foi realizado um momento para a confecção de pipa, que foram soltas na quarta-feira, além do desenvolvimento de atividades culinárias com gostosuras preparadas pelos funcionários e usuários da comunidade.

Na quinta-feira, dia 25, na própria instituição, houve um momento de brincadeiras, músicas, teatros e descontração. Para encerrar bem as atividades da semana, na sexta-feira, dia 26, a Comunidade realizou um passeio ao Seminário Arquidiocesano São José, na Casa da Teologia. Uma tarde muito agradável de oração, músicas, brincadeiras, apresentações com músicas e teatros, organizados também pelos seminaristas dessa etapa formativa.

O seminarista Nillo Neto, do 1º ano de Teologia, ressaltou a grandiosidade que é estar com a Comunidade da Figueira. “Ver cada sorriso e cada lágrima dos assistidos não tem explicação, mas é, de fato, sentir o pedaço do céu aqui na terra, como afirmou o fundador da Comunidade, o Servo de Deus Dom Luciano Mendes. Comemorar a Semana da Pessoa com Deficiência é celebrar o amor de Deus por cada um de nós. Sabemos que somos muitos e somos diferentes, mas é na diferença e na multidão que nos tornamos um só Naquele que nos criou, como afirmara o apóstolo Paulo: ‘o corpo é um e, não obstante tendo muitos membros, mas todos estes, apesar de serem muitos, formam um só corpo’ (1 Cor 12,12)”, disse.

Ao final, o discente Lucas Rocha, do 1º ano de Teologia, natural da Diocese de Januária (MG), apresentou um texto acerca de sua experiência com a Comunidade da Figueira, em que demonstra grande afeto e estima pela comunidade. Confira o texto:

Encontrei a figueira com frutos

“Existe uma verdade fundamental sobre o tempo que Cristo passou na terra e somente àqueles que aproximaram Dele conseguiram sentir. Porém, não foram capazes de perceber com toda riqueza. Apesar de todas as vezes que Ele dava um passo, transmitia essa realidade ao coração. Eu vou dizer qual é essa realidade. Espere um pouco! É preciso dizer que Cristo veio ao mundo para morrer. Para sofrer. Ele foi o Homem das dores. No entanto, havia algo que Ele escondia, que Ele tentava segurar: era a alegria de caminhar lado a lado com os homens.

A primeira vez que fui à Comunidade da Figueira encontrei algo que ela escondia. Estava guardado e revelava nos gestos o seu segredo: a mesma alegria de Cristo! Exatamente por isso que Dom Luciano disse, certa vez, ‘A Figueira é um pedacinho do céu’. Porque nela está guardado, como um tesouro, a alegria de Cristo de estar entre os homens.

A existência da Figueira representa os passos de Cristo na terra. É sinal de felicidade. A presença de cada membro é a revelação da vida que busca completa-se numa outra Vida. A figueira é uma árvore que oculta nas suas folhagens uma flor. Talvez seja por isso que Dom Luciano quis nomear a instituição com esse nome, porque nela oculta a alegria de Deus na terra. E, eu posso acrescentar um detalhe, a figueira é uma árvore de tear. Encontrei a figueira numa única atividade: na arte de tear. Certo dia, presente na Figueira, fiquei a observar um jovem, com dificuldades manuais, produzindo, no aparelho de tear, um tapete.

Três frutos da Figueira ele produzia: a paciência, a simplicidade e o amor. As suas mãos representavam a paciência. A máquina de tear representava a simplicidade da arte. O seu olhar exalava o perfume do amor.  A paciência porque nela encontra a vida dos que estão à procura da felicidade, ‘os mansos de coração possuirão a terra’. A simplicidade, porque nesta virtude, encontra a casa mais próxima de Deus. E o amor porque é o cimento que sustenta a vida no mundo.

Portanto, a Figueira é a casa de Nazaré que nos mostra o caminho da felicidade escondida na dor e no sofrimento.  A luta das mãos daquele jovem na arte de tear é o próprio fruto da figueira que oferece a Deus o ato de gratidão da existência e de partilhar a alegria de Cristo no mundo. Veja que a Figueira é a peça que o mundo precisava para seguir no desejo de viver. Há, na figueira, a luta da vida, e nesta luta há a alegria de Cristo. É o exemplo para todos os homens que não compreenderam o caminho da vida: a doação ao amor! A Figueira é frondosa com seus belos frutos de amor, paciência e simplicidade”. (Lucas Rocha)

Colaboração: Seminarista Nillo da Silva Neto e Solange Ribeiro Reis, Coordenadora da Comunidade da Figueira

Imagens: Comunidade da Figueira