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, 16 de agosto de 2022

Ofício das Trevas marca manhã da Sexta-Feira da Paixão

16 de abril de 2022 Arquidiocese

Dia de jejum e abstinência, na manhã desta Sexta-Feira da Paixão do Senhor, 15 de abril, o Arcebispo Metropolitano de Mariana, Dom Airton José dos Santos, presidiu a oração do Ofício das Trevas, às 9h, na Igreja e Santuário de Nossa Senhora do Carmo, em Mariana (MG). 

À ocasião, também estiveram presentes o Pároco da Paróquia e Catedral de Nossa Senhora da Assunção, em Mariana, Cônego Nedson Pereira de Assis, o Diretor de Estudos do Seminário São José, Padre Geraldo Dias Buziani, e o Reitor do Seminário São José, Monsenhor Celso Murilo Sousa Reis.

Conforme consta no livreto com a programação da Semana Santa de 2021, impresso pela Paróquia Nossa Senhora da Assunção, o Ofício das Trevas é uma cerimônia de origem medieval que recorda as dores de Jesus e sua Crucificação que acontece na Quarta-Feira, Sexta-Feira e Sábado da Semana Santa. Para isso, um grande Tenebrário com 15 velas é aceso, sendo sete de cada e uma central, mais alta, que representa Cristo. Ao longo da celebração, cada vela é apagada, uma de cada lado, entre as leituras, salmos e cânticos em latim e gregoriano.

Coral e Orquestra Mestre Vicente cantou no Ofício das Trevas

Segundo a publicação, antigamente, o Ofício das Trevas era rezado e cantado pelo Bispo e pelos Cônegos do Cabido da Catedral. Hoje, é rezado pelo Arcebispo, Padres, associações religiosas, Irmandades e fiéis com participação dos Corais da paróquia. Ainda, há cânticos próprios, em latim, às leituras de cada dia, além de responsórios fúnebres.

De acordo com a musicista Júlia Silva Dutra, o Ofício das Trevas é uma tradição frequentemente observada nas cidades históricas, como a Sé da Arquidiocese de Mariana, e conta sobre as dores que Cristo sofreu com a sua crucificação, morte e paixão. “Inclusive, é muito triste”, afirmou a solista da Orquestra e Coro Mestre Vicente, que acompanhou a celebração. Para ela, essa cerimônia é importante, pois ajuda a refletir que todas as dores e sofrimentos que Cristo passou foi para salvar a humanidade.

Destacando que é uma celebração muito rica, para ela, é preciso mantê-la para que não se perca ao decorrer dos anos. “Infelizmente, é uma cerimônia pouco conhecida. A Orquestra e Coro participa, juntamente com os padres e o Arcebispo, e luta para manter o mais fiel possível ao que era antigamente, tanto que os cânticos são todos em latim e há anos são cantados os mesmos e da mesma maneira. [Por isso], eu acho importante, principalmente, para deixar para os filhos, os jovens, para que as pessoas vejam no futuro como era feito”, opinou a marianense que, desde os oito anos de idade, integra o coral.

*Com informações da Paróquia Nossa Senhora da Assunção 

Fotos: Thalia Gonçalves/Dacom

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